Paz entre Irã e Arábia Saudita?

O Irã e a Arábia Saudita vem se confrontando no Oriente Médio.
As discordâncias começam na religião: enquanto os iranianos são xiitas, os sauditas são sunitas.
A Arábia Saudita é a principal aliada dos EUA no Oriente Médio. O Irã é o principal adversário.
No Bahrein, os sauditas enviaram tropas para reprimir os manifestantes xiitas, apoiados pelo Irã.
Eles se opõem também na guerra da Síria: os aiatolás armam o governo; os sauditas, os rebeldes.
Só na questão da Palestina os dois países defendem a mesma posição pró-independência.
Foi uma grande surpresa quando se soube que o Rei da Arábia Saudita havia enviado um convite ao Presidente Ahmadinejad para participar de uma conferência em meados de agosto.
O objetivo deve deixar Obama, Hillary e Netanyahu altamente preocupados: tentativa de “unificar as fileiras” dos muçulmanos.
Mas não vai ser fácil.
Os iranianos vão reclamar da Arábia Saudita por terem tomado seu lugar como exportador de petróleo para os países impedidos de continuarem comprando do Irã pelas sanções americanas e européias.
Por sua vez, a Arábia Saudita vai questionar o apoio dado pelos iranianos aos rebeldes do Bahrein.
Essa reunião para unir os povos muçulmanos pode não dar em nada.
Se der certo, mudanças muito sérias vão acontecer no Oriente Médio.

A Polônia muda e rejeita o escudo anti-missil.

Herança do governo Bush, o escudo anti-missil seria instalado na Polônia e na República Checa para proteger a Europa.
Contra quem?
Os EUA diziam que era dos misseis iranianos.
Mas os russos não concordaram: garantiram que era contra a Rússia.
Duvidavam que fosse contra o Irã já que ele nem pretende atacar algum país europeu, nem teria como, já que o alcance dos seus projéteis balísticos não é suficientemente longo.
Por outro lado, considerando uma possível guerra fria, os EUA e a Europa Unida ficariam com uma grande vantagem estratégica, pois, poderiam defender-se dos mísseis da Rússia, enquanto a recíproca não seria verdadeira.
Apesar dos povos da República Checa e da Polônia serem em grande maioria contrários ao escudo anti-missil nos seus países, por temerem reações violentas do seu vizinho russo, os governos locais somaram com os EUA.
Eis que, de repente, o Presidente Bronislaw Komorowski, da Polônia, muda de idéia.
“Nosso erro”, declarou à revista Wprost ,”foi aceitar a proposta dos EUA sem levar em conta os riscos políticos do negócio.”
Ele agora é contra a instalação da barreira anti-missil na Polônia e pretende tornar sem efeito o acordo celebrado com os americanos.
Não que Komorowski seja, de um modo geral, contrário à idéia da defesa anti-missil, pois acha que a Polônia precisa de algo assim.
Mas aderir ao sistema concebido pela Casa Branca poderia provocar reações ameaçadoras do urso russo antes de sua instalação.
Como ele disse: “Gastar grandes somas em equipamentos militares pesados é, na verdade, sem sentido, não oferece segurança contra… ataques de mísseis e raids de aviões.”