Quando assumiu a Presidência em 2005, Evo Morales, o primeiro índio a ocupar esse cargo, a Bolívia era o país mais pobre da América Latina.
Arquivo da tag: Politica Internacional
O 10º ANIVERSÁRIO DE UMA GUERRA PERDIDA
Neste mês, a Guerra do Afeganistão completa 10 anos. Mas, ninguém está de parabéns
Ela não acabou e, provavelmente, ainda terá muitos anos de vida.
Guerra e paz no partido republicano
Não é por coincidência que, nos EUA, os falcões civis e militares costumam aninhar-se no Partido Republicano. Para o Great Old Party, a guerra está longe de ser o último recurso para resolver questões envolvendo a hegemonia americana. Muito pelo contrário.
Primavera americana
“Nós somos os 99 por cento que não mais tolerarão a ganância e a corrupção do 1 por cento” (manifestante do movimento Occupy Wall Street)
Tudo começou com uma convocação pela Adbuster, revista de um obscuro movimento anti consumerista de origem canadense. E, em 17 de setembro, cerca de 1.000 jovens realizaram uma passeata por Wall Street, protestando contra as corporações responsáveis pela crise que assola o país.
Desse dia em diante, o movimento, conhecido pelo nome de ‘Occupy Wall Street”, não parou de crescer. As manifestações de protesto continuam dia após dia e a partir de 2 de outubro com o apoio e participação de 12 sindicatos nacionais e 20 grandes associações comunitárias. De Nova Iorque, o movimento se espalhou por todo o país. Em outubro já se realizaram ou estão programadas passeatas e ocupações de espaços públicos em 147 cidades, de 47 estados.
“Occupy Wall Street” se inspira nos movimentos da Primavera Árabe. Como ela, não tem líderes, nem uma clara definição ideológica. Surgiu para denunciar as corporações, que controlariam o governo, e sua ganância responsável pelos gravíssimos problemas atuais. Como os movimentos árabes, essa “Primavera Americana” pretende mobilizar multidões, num número cada vez maior de cidades, em manifestações sem data de encerramento prevista.
Você encontra defensores das mais diferentes propostas para enfrentar a crise. Gente de todo tipo. Como um dos seus comunicados explica: ”Nós somos sindicatos, estudantes, professores, veteranos, famílias, os desempregados e os sub empregados. Nós somos de todas as raças, sexos e credos religiosos. Nós somos a maioria, os 99%. E não ficaremos mais calados.”
E não ficaram mesmo. Apesar da grande abertura ideológica do movimento, observa-se nas manifestações da maioria uma nítida rejeição do establishment . No dia 29 de setembro, realizou-se a primeira assembléia pública para discussão de idéias. Transcrevo a seguir alguns dos pontos principais.
‘.. nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico…as corporações, que colocam o lucro antes das pessoas, o interesse próprio antes da justiça, e a opressão antes da igualdade controlam nosso governo. Elas determinaram a política econômica, apesar dos fracassos catastróficos que essas políticas produziram e continuam a produzir.
Elas doaram enormes quantidades de dinheiro a políticos cuja obrigação era regulá-las.Elas continuam a bloquear formas alternativas de energia para nos manter dependentes do petróleo. Elas continuam a bloquear formas genéricas de remédios que poderiam salvar vidas das pessoas para proteger investimentos que já deram lucros substanciais. Elas deliberadamente esconderam vazamentos de petróleo, acidentes, arquivos falsificados e ingredientes inativos, tudo na busca do lucro. Elas deliberadamente mantiveram as pessoas mal informadas e medrosas através de seu controle da mídia. Elas perpetuaram o colonialismo dentro e fora do país.
Elas participaram da tortura e do assassinato de civis inocentes em outros países. Elas continuam a criar armas de destruição em massa para receber contratos do governo.”
Estas conclusões são verdadeiramente revolucionárias. Implicam em contestações frontais de diversas políticas costumeiramente seguidas ou toleradas pelos governos americanos. Como os árabes, os jovens americanos querem mudanças fundamentais, inaceitáveis para os grupos políticos e econômicos que estão no comando do país. Se terão algum êxito é difícil de prever. No entanto, quanto mais durar a “Primavera Americana”, mais a população, particularmente a juventude, passará por um processo de politização crescente. Os políticos soi disant liberais e progressistas terão de levar isso em conta e começarem a pensar mais nos interesses do povo do que dos seus financiadores.
Almejando uma revolução, o Occupy Wall Street não poderia mesmo ser tratado com gentileza pelos poderes constituídos. Na civilizada Nova Iorque, a polícia reprimiu violentamente a maior passeata realizada pelo movimento. 700 participantes foram presos e devidamente fichados, devendo ser processados por crimes ligados à perturbação da ordem.
A esse propósito, gostaria de citar uma frase de Gandhi:
“Primeiro eles nos ignoram, depois eles nos ridicularizam, depois eles nos atacam. Aí nós ganhamos.”
Demolindo direitos humanos
A denúncia vem de uma organização judaica de Israel: o Comitê Israelense Contra Demolições de Casas (ICADH). Ele anunciou que, de 1967 até março deste ano, foram demolidas 24.813 casas na Margem Oeste da Cisjordânia, Jerusalem Oriental e Gaza, regiões governadas diretamente por Israel. No bombardeio de Gaza (depois da independência), mais 4.000 casas foram destruídas ((informação da ONU).
Questão nuclear: dois pesos e duas medidas
Em 19 de setembro, Steven Chu, Secretário da Defesa dos EUA, criticou severamente o Irã por realocar algumas de suas instalações para enriquecimento de urânio em um subterrâneo. Isso teria sido feito para escondê-las das inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA). O que provaria que a finalidade da operação seria militar e não civil como Teerã garantia.
Aviões sem piloto bombardeiam a imagem dos EUA no Paquistão
Os EUA subsidiam o algodão do Paquistão com algo em torno de 3 bilhões de dólares, anualmente. E para o exército do país asiático vão mais 1,1 bilhão.
A revolução egípcia no seu momento de decisão
As multidões que encheram a Praça Tahir exigindo a queda de Mubarak mostram-se apreensivas quanto ao futuro da sua revolução. A transição para a democracia conduzida pelos militares está sendo decepcionante.
Islândia: Como Sair da Crise Sem Entrar em Outra
Para sair da crise econômica, os países europeus tem adotado as mesmas políticas: redução dos gastos do estado, aumento de impostos, cortes nas pensões e salários, privatizações em massa. Comprometendo-se com essa orientação restritiva, alguns, como Grécia, Irlanda e Portugal conseguiram financiamentos do FMI para fugir da insolvência. Outros países, como Inglaterra e Espanha, administram suas economias, seguindo os preceitos do FMI, sem terem precisado até agora pedir seu socorro.
Para tristeza de alguns, o Irã nuclear aceita supervisão total
Nesta 2ª. feira, o Irã criou um problema para os grandes do Ocidente: como manter as sanções depois de sua última proposta para provar que não pretende produzir armas atômicas.