Um falcão na Defesa dos EUA.

Tudo indica que um falcão acaba de pousar em Washington, na secretaria da Defesa.

A folha corrida do recém-nomeado Ashton Carter o identifica como um fiel integrante do war party.

Vá lendo.

Quando professor universitário, defendeu uma linha dura frente ao Irã, através da diplomacia ou de “outros meios de coação.”

Numa das crises com a Coréia do Norte, em 2006, escreveu um editorial no Washington Post , propondo que os EUA anunciassem imediatamente que iriam atacar e destruir os mísseis norte-coreanos Taepodong, antes do seu lançamento. O fariam, por exemplo, com mísseis de cruzeiro, lançados de submarinos, carregando ogivas de grande poder explosivo.

Ashton Carter foi um dos formuladores jurídicos da política do governo Bush de assassinatos seletivos através de drones.

A modernização do arsenal nuclear americano e a resistência em cortes orçamentários nas forças armadas (prefere cortes nos benefícios sociais) são duas das teses favoritas do novo secretário.

O senador John McCaoin e Donald Runsfeld, secretário de Defesa dos tempos de Bush, brilhantes estrlas do war party, estão eufóricos com a indicação de Carter.

McCain o vê como um aliado por dentro do Pentágono e Runsfeld o declarou “uma excelente nomeação.”

Ashton Carter acaba de fazer jus ao apreço destes senhores. Recentemente declarou-se “inclinado a apoiar planos de começar a armar a Ucrânia.”

A pergunta que fica é por que Obama nomeou alguém com esse tipo de idéias, a maioria tão próximas  às do Partido Republicano?

Será que o presidente acredita que pode  assim ganhar a boa vontade dos eternos adversários?

 

 

 

 

1 pensou em “Um falcão na Defesa dos EUA.

  1. Desde o início de seu mandato Barak Obama empenha-se em bajular os republicanos. Em nome de um suposto bipartidarismo ele traiu todas suas bandeiras da campanha de 2008. Embora isso tenha causado estrago para o Partido Democrata nas eleições que se sucederam. Em 2010 os democratas perderam a maioria na ‘House of Representatives’; em 2012, apesar de reeleito, ele ampliou a vantagem republicana na ‘House of Representatives’ e ficou com precária maioria no Senado; em 2014, já na condição de ‘lame duck’ ele casou uma esmagadora derrota dos democratas em ambas casas legislativas. Ainda enquanto vivia nosso amigo comum, Luiz Antonio Seraphico, eu afirmava para ele: apesar do cúrriculum respeitável, Barak Obama, tem ‘alma’ de escravo. Ele fica intimidado diante do ‘establiment WASP’. Helás. LB

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