Terroristas não são burros.

O secretário de Estado, John Kerry, acusou o denunciante Edward Snowden de acabar causando a morte de muitos americanos.

Isso aconteceria porque, depois da revelação dos programas de vigilância do governo sobre a internet, os terroristas adotariam outros meios para traçar planos.

E, sem vigilância seus atentados teriam muito mais chances de darem certo.

Quem o desmentiu não foi ninguém de esquerda, ou mesmo liberal: foi uma publicação conservadora, a Bloomberg.

Em artigo recente, a Bloomberg lembra que o programa de vigilância da internet do governo, o Prism, só atinge as principais redes:  Google, Skype, Facebook… Por aí.

Ora, já se sabia nos EUA que, depois do 11 de setembro, o governo estava grampeando computadores e telefones à vontade. Só terroristas muito burros iriam combinar seus atentados através do Google ou do Skype…

Afinal, eles tem opção melhor.

Em janeiro de 2012, no relatório “Jihadistas na Web”, o serviço de inteligência do governo holandês descreveu uma rede islâmica subterrânea de websites. Estes sites, são parte da Undernet, uma enorme variedade de recursos online não indexados pelos mecanismos normais de pesquisa.

Para dar uma ideia da amplitude dessa rede de comunicação, o Google informou em 2010 que havia acessado apenas 0,04% da internet.

E o Google é a mais procurada empresa do setor.

É possível calcular que mais de 90% de todos acessos são feitos via Undernet. Os terroristas tem todos os motivos do mundo para usá-la.

Portanto, além de violar a privacidade de dezenas de milhões de pessoas, o sistema de vigilância do governo é falho.

Só serve mesmo para dar mais poder à comunidade de informações em sua campanha para controlar cada vez mais o Estado e os cidadãos.

 

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