Racismo e xenofobia na Líbia.

Não é só na Europa que imigrantes africanos sofrem perseguições.

Na Líbia vem sendo muito m. E o mais triste é que os líbios, discriminados em países europeus, especialmente na Itália, são os discriminadores, sendo suas vítimas os negros africanos dos países pobres da região Sub-Saariana.

Desde os tempos de Gadafi, eles costumavam procurar a Líbia em busca de empregos na indústria petrolífera ou como ponto de passagem para países europeus.

Eram normalmente alvos de racismo e xenofobia, exatamente como sofrem os imigrantes norte-africanos na Europa.

Agora, porém, a situação se agravou.

“É uma vergonha que as violências da era de Gadafi contra estrangeiros, especialmente da África Sub-Saariana, não apenas continuem, como tenham piorado”, diz Hassiba Hadj Sahraoui, sub-diretor da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África.”A situação tem piorado neste clima geral sem leis, com as poderosas milícias armadas continuando a agir fora da legalidade.”

Migrantes, refugiados e pessoas em busca de asilo são presos pelos milicianos nas ruas, mercados e em suas próprias casas. Alguns mesmo são detidos quando tentam embarcar com destino à Europa.

Como Gadafi recrutou grande número de mercenários africanos negros para a defesa do seu governo, as milícias consideram todos os negros sem exceção como inimigos. E os prendem brutalmente, quando não os submetem a torturas.

Entre maio e setembro de 2012, a Anistia Internacional visitou nove centros de detenção, onde estavam presos 2.700 estrangeiros africanos, incluindo mulheres grávidas, mulheres com filhos menores de idade e crianças desacompanhadas, por infrações às leis de Imigração.

Os prisioneiros informaram que foram torturados e espancados com instrumentos como fios elétricos e chicotes de borracha. Muitos mostraram cicatrizes e marcas para comprovar suas denúncias.

Mulheres são sujeitas a punições por “comportamento perturbador” e a violências sexuais em centros vigiados por guardas masculinos.

Enquanto o governo líbio não conseguir desarmar ou , pelo menos, integrar as milícias no aparelho estatal de segurança, como fiéis mantenedoras das leis, a situação na Líbia continuará caótica e a ordem democrática um sonho distante.

 

 

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