A voz de um liberal (de verdade).

O deputado Ron Paul é um espécime em vias de extinção: o verdadeiro liberal americano.

Como todos os neo-liberais, ele é contra a intervenção do estado na economia.

Mas, ao contrário dessa nova espécie que tomou conta do Partido Republicano, ele também defende os direitos do cidadão contra abusos estatais.

Em recente discurso na Câmara dos Representantes, Ron Paul afirmou que presente crise econômica representa também a crise do autoritarismo governamental e da dissipação da liberdade individual.

Para ele: “O problema não é apenas o tamanho do governo, mas o seu uso de força, tanto começando guerras preventivas, quanto coagindo os cidadãos americanos com o poder de polícia.”

O deputado republicano pelo Texas considera que este é o erro da América, que não mais prioriza a liberdade, e que levará ao desmanche da sociedade ordeira a menos que as pessoas mudem.”

Mais adiante, ele disse:”Restringir o comportamento agressivo é uma coisa, mas legalizar o monopólio do governo para iniciar agressões pode apenas levar à exaustão da liberdade associada com o caos, a raiva e a destruição da sociedade civil. Todos os setores do nosso governo são hoje controlados por pessoas que usam seu poder para solapar a liberdade e fortalecer o estado de prosperidade e guerra e freqüentemente a própria riqueza e poder deles.”

Sendo mais concreto, Ron Paul condenou alguns exemplos de sua tese: a lei Patriota; as guerras não declaradas; a kill list, lista de suspeitos de terrorismo a serem assassinados no exterior por ordem do presidente; o direito da Casa Branca de prender quem quiser, sem julgamento e sem prazo; o poder político da AIPAC (lobby judaico-americano); a criminalização da marijuana para fins médicos; os débitos e empréstimos federais para salvar bancos.

Liberal à antiga, Ron Paul também é contrário até a existência do Federal Reserve e das leis de Saúde Pública do governo Obama.

Um anacronismo no Partido Republicano, cada vez mais dominado pelos neo-liberais, adeptos de um estado sem poderes, a não ser para reprimir a liberdade dos cidadãos.

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