Plano de paz cede províncias ao Talibã.

Karsai, o presidente do Afeganistão, prepara-se para apresentar um novo plano de paz aos talibãs.

Seu ponto principal é ceder algumas províncias ao Talibã, em 2015, um ano depois da saída das tropas de combate da NATO. Em troca do cessar fogo.

Seriam as regiões onde os insurgentes detém considerável controle.

Embora governadas pelos talibãs, continuariam integradas no Afeganistão, sob a administração federal.

Karsai pretende retirar a autoridade absoluta dos EUA nas tentativas de reconciliação que vem se processando e passar seu comando para o governo de Kabul.

Esta proposta traz grandes preocupações às agências de cooperação.

Fundamentam-se no relatório “O Outro Lado”, de Ashley Jackson do grupo ‘Política Humanitária, referente a extensa pesquisa feita com 150 combatentes talibãs de vários níveis, ONGs e diplomatas.

O relatório mostra que as posturas dos talibãs variam de comandante para comandante.

A liderança talibã tem uma série de regra gerais relativas às agências de ajuda humanitária, incluindo registro, adesão ao que eles consideram conceitos afegãos de cultura e ,às vezes, pagamentos informais de taxas.

Contudo, alguns comandantes podem ser contrários à construção de estradas porque poderiam ser usadas pelos inimigos ou às concepções ocidentais de direitos femininos, ou mesmo considerar voluntários estrangeiros como espiões.

Há também atitude diferentes entre insurgentes afegãos, que querem beneficiar suas comunidades da ajuda internacional, e jihadistas vindos do Paquistão ou países vizinhos, que rejeitam sistematicamente tudo que vem do Ocidente.

Como diz Anthoiny Giustozzi, co-autor do estudo; “Enquanto a liderança política do Talibã pode favorecer acordos comas agências de ajuda, os desafios permanecem no controle desigual dos combatentes pelas lideranças e à impressionante hostilidade do Talibã em relação às organizações de ajuda que tem se tornado fortemente associadas aos militares internacionais.”

 

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