Entre centenas de milhares que se manifestaram na xiita Najaf, no aniversário da ocupação do Iraque, havia, surpreendentemente, muitos clérigos e milicianos sunitas lado a lado com os xiitas e bradando com eles: “Fomos libertados de Saddam, agora precisamos ser libertados de novo. Americanos saiam”.
Mais uma guerra perdida
O Taleban é hoje quem representa o nacionalismo árabe, indissoluvelmente ligado ao islamismo, contra a opressão americana. Têm o apoio da maioria da população.
Parabéns pra quem?
Pouca gente festejou o aniversário da Guerra do Iraque. Não a maioria do povo iraquiano, em benefício de quem a guerra teria sido promovida. Ele não recebera os soldados invasores com flores, mas esperava que as coisas melhorassem muito depois de Saddam Hussein. Ninguém estava satisfeito com um regime desumano que havia reduzido consideravelmente o nível de vida geral, muito em conseqüência do embargo do petróleo.
Mais uma guerra perdida
O Taleban é hoje quem representa o nacionalismo árabe, indissoluvelmente ligado ao islamismo, contra a opressão americana.
Um negro na Casa Branca
Pouco conhecido senador do legislativo estadual de Illinois, Barack Obama chamou os holofotes para si ao discursar na convenção nacional do Partido Democrata, quando se candidatou ao Senado Federal. Sua oratória brilhante e corajosa chamou a atenção dos líderes do partido que viram nele uma estrela nascente.
Horizontes radicais
Olhando para frente, para o novo ano, não dá para ser otimista. As pesadas nuvens do radicalismo impedem que os líderes visualizem caminhos certos para as crises que rondam o mundo.
Bagdá vale bem muitas missas
Bush quer aumentar o poderio do exército de ocupação. E só sairá do Iraque quaorem firmados contratos PSA nas principais regiões petrolíferas do país. Garantido o botim, a América e seu satélite inglês poderão dizer adeus a Bagdá. Enquanto esse dia não chega, milhares de soldados americanos continuarão morrendo, bilhões serão torrados e o ódio aos Estados Unidos não parará de crescer no mundo muçulmano.
Bagdá vale bem muitas missas
Bush quer aumentar o poderio do exército de ocupação. E só sairá do Iraque quando forem firmados contratos PSA nas principais regiões petrolíferas do país. Garantido o botim, a América e seu satélite inglês poderão dizer adeus a Bagdá. Enquanto esse dia não chega, milhares de soldados americanos continuarão morrendo, bilhões serão torrados e o ódio aos Estados Unidos não parará de crescer no mundo muçulmano.
A privatização da tortura
O filme, a ser brevemente lançado, Irak for Sale (Iraque á venda) denuncia que “contractors” (civis contratados pelo exército americano) comandaram torturas em Abu Ghraib. Comenta Robert Greewald, cineasta que o produziu: “nos meses de trabalho em Irak For Sale uma das mais chocantes e perturbadoras descobertas foi como a CACI International lucrou torturando iraquianos em Abu Ghraib”.
Daqui não saio
Agora não há mais dúvidas: é por causa do petróleo que os americanos não querem sair do Iraque. O próprio Bush confessou. No começo do mês, durante a campanha eleitoral, ele se declarou preocupado com essa possibilidade. Para Bush, os extremistas poderiam tomar o poder e ameaçar elevar o preço do petróleo para as alturas caso os Estados Unidos não abandonassem Israel e os países aliados do Oriente Médio. Prevendo isso, seu governo tem uma estratégia de longo prazo que inclui permanecer na ofensiva.