Os sauditas e a baixa do petróleo.

Em pouco tempo, o preço do petróleo Brent cru caiu 25%.

Foi de 100 dólares o barril para 80 dólares e estima-se que a queda continuará até chegar a 60.

A surpresa é que a Arábia Saudita, como maior exportador mundial de petróleo, deveria estar defendendo seu preço, o que ela não está fazendo.

Para muitos observadores, os sauditas, longe de indiferentes à violenta baixa dos preços, são seus causadores.

A oferta de petróleo mais barato seria uma estratégia da Arábia Saudita para ganhar mais clientes.

Mas há outra hipótese.

Os sauditas estariam usando a baixa contra o Irã e a Rússia, ambos sofrendo sanções que tornam necessários lucros altos na venda do petróleo, principal produto de suas pautas de exportação.

Com a baixa, o Irã, grande rival da Arábia Saudita na hegemonia no Oriente Médio, fica com menos recursos, o que o obrigaria a reduzir seus investimentos nucleares. Talvez paralisá-lo, prejudicando seu desenvolvimento econômico.

Quanto à Rússia, com menos dinheiro vindo do petróleo, teria de cancelar ou diminuir substancialmente sua ajuda militar ao regime Assad, que os sauditas juraram de morte.

Claro, alguns analistas contestam estas teorias pela raiz, afirmando que um país por si só, mesmo a poderosa Arábia Saudita, não teria condições de ditar preços ao mercado.

 

 

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