O Irã ainda vai mal em direitos humanos.

Apesar das promessas de liberalização e respeito aos direitos humanos do presidente Rouhani, o Irã levou nota baixa na última avaliação internacional.

O relatório de Ahmed Shaeed, investigador da Comissão de Direitos Humanos da ONU, informa que entre julho de 2013 e junho de 2014 pelo menos 852 pessoas foram executadas.

Entre elas, cerca de 8 eram sentenciados menores de idade e quatro pertenciam a minorias árabes, descritos como “ativistas de direitos culturais”.

As mulheres sofreram certas restrições legais que dificultam seu ingresso na educação superior. Até recentemente havia mais mulheres nas universidades do que homens. Não há dados quanto à situação atual.

Segundo Shaheed as minorias às vezes são impedidas de “exercer seus direitos de expressão e associação pacíficas”.

Ele acha que o presidente Rouhani tem “autoridade limitada” para fazer as reformas humanitárias e liberalizantes prometidas em sua campanha eleitoral.

As leis iranianas são muito duras : prevêem pena de morte a adultério, embriaguez renitente, posse de drogas e tráfico. Felizmente, durante o governo atual não houve ninguém condenado a morte pela prática de adultério.

O principal obstáculo ás idéias renovadoras é o grande poder dos grupos conservadores no Judiciário e no Legislativo.

O presidente tem feito esforços para mudar certas leis medievais que ainda vigoram, mas não é fácil devido à oposição dos deputados, muitos deles influenciados por um tipo de islamismo retrógado.

O próprio investigador da ONU elogia Rouhani pelo novo código penal que aboliu a criminalização de apostasia, heresia e feitiçaria.

Lembro que na Arábia Saudita tudo isso continua crime, sujeito até a pena de morte.

 

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