Os palestinos estão pedindo água.

Numa visita a Israel, Martin Schulz presidente do Parlamento Europeu, fez as habituais declarações de amor ao país.

Mas também criticou a situação dos palestinos, particularmente na questão da água. Teriam lhe informado que os israelenses, inclusive nos assentamentos, tinham direito a 4 vezes mais água do que os palestinos.

Isso seria conseqüência do controle do fornecimento de água estar em toda parte nas mãos do governo de Israel

Pra que!!!

Os parlamentares do Partido Lar Judaico retiraram-se furiosos, aos gritos de “vergonha.”

O ministro da Economia, Bennet, líder do partido, convocou uma manifestação de protesto.

E o premier Netanyahu, depois de garantir que as diferenças entre o consumo de água das duas comunidades era mínima,  afirmou que Schultz embarcava numa onda de “manchar a reputação local sem conhecer os fatos locais.”

Mas os “fatos locais” ficam bem perto dos números de Schulz.

Eles vem informados pela USAID, entidade do governo americano, e mostram que os lares israelenses recebem, em média, 2,4 a 3,5 vezes mais água do que os lares palestinos na Margem Oeste.

A diferença entre a média dos lares israelenses e dos palestinos mais pobres chega a 7,5 vezes.

O consumo de água palestino está muito abaixo do recomendado pela USAID, que é, no mínimo, de 100 litros por dia. Os números dos lares israelenses são muito melhores: 183 litros.

113 mil palestinos vivem em 70 aldeias e comunidades, da Margem Oeste ainda não ligadas à rede de água.

Dependem da água trazida em caminhões tanques, o que aumenta muito o seu preço.  As famílias chegam a gastar 40% de seu rendimento nesse item. O que lhes dá condição de comprar apenas de 20 a 50 litros por dia.

No verão, a coisa fica ainda mais séria.

O fornecimento de água na maioria das regiões da Margem Oeste é esporádico. Em muitas cidades, não há água corrente nas casas durante semanas, às vezes meses.

Nessas cidades, quase um milhão de lares palestinos não chegam a consumir 60 litros de água por dia.

No total de todas as regiões da Margem Oeste, o consumo palestino no verão é em média de 73 litros por dia, cerca de 1/3 da média dos lares israelenses.

Essa carência de água, além tornar a vida dos palestinos mais difícil, ainda prejudica , e muito, suas atividades produtivas, especialmente a agricultura.

É o que acontece em nações sob ocupação militar estrangeira.

 

 

 

 

 

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