Os bancos pisaram na bola e o povo pagou por isso.

Como se sabe as causas principais da crise que continua abalando a economia mundial, foram as manobras excessivamente arriscadas dos bancos americanos.

Os governos enfrentaram essa situação caótica com várias medidas, entre as quais vultosos empréstimos aos bancos ameaçados, em condições extremamente vantajosas.

Entre 2008 e 2010, o FED injetou 1,3 trilhões de dólares para salvar bancos em situação crítica. Em novembro de 2010, comprou 600 bilhões de dólares em bônus do Tesouro para estimular a economia.

A conta do desastre do sistema bancário foi paga, como costuma acontecer em situações análogas, pelo povo.

O patrimônio líquido médio das famílias americanas, nesses 3 anos, diminuiu em 39%. Foi de 126.400, em 2007, para 77.300, em 2010.

E o padrão de vida dos americanos retrocedeu até o que era em 1992, segundo o Consumer Finance of the Federal Reserve.

Enquanto isso no Reino Unido, onde os bancos cometeram os mesmos pecados dos confrades americanos, a vida da população ficou bem mais dura.

A família média inglesa, com rendimentos anuais de 25.800 libras ou 2.150 libras mensais, arca com dívidas difíceis de pagar da ordem de 9.314 libras, em média, ou 38% dos seus rendimentos.

Situação pior do que no ano passado quando os débitos das famílias orçavam em 5.878 libras, em média.

Para a Resolution Foundation, os rendimentos das famílias de classes pobre e média, não se elevarão antes de 2020.

Já o Squeeze Britain afirma que os ingleses dessas classes, atualmente, precisariam de 22 anos para economizar o suficiente para comprar sua casa. Em 1991, bastavam 4 anos.

 

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