Obama defende Bush.

Sundus Shakter Saleh, uma refugiada iraquiana, vivendo hoje na Jordânia, está processando os responsáveis pela guerra do Iraque, em San Francisco, California.

A acusação contra George W. Bush, Condoleeza Rice, Colin Powel, Richard Cheney, Paul Wolfowitz e Donald Runsfeld  é de terem planejado e promovido essa guerra, violando as leis internacionais.

Eles estariam enquadrados num “crime de agressão” contra o Iraque, similar ao que foram condenados os líderes nazistas no Julgamento de Nuremberg.

Saindo em defesa dos réus, o departamento de Justiça do governo Obama alegou que Bush e os outros membros da administração tinham atuado dentro do legítimo objetivo de seus cargos e, portanto, estariam imunes a processos.

Isso não parece se aplicar a Rumsfeld, Wolfowitz e Cheney.

Co-autores do Project for the New America Center, que propunha a derrubada de Saddam Hossein, os três começaram a planejar a guerra desde 1998, antes de ocuparem cargos no governo.

Quanto a Bush e os outros (exceção de Colin Powel, que foi enganado), todos eles estavam conscientes da falsidade dos motivos alegados para atacar o Iraque.

Conforme o Tribunal de Nuremberg: “Iniciar uma guerra de agressão não é apenas um crime internacional; é o supremo crime internacional, que diverge dos demais crimes de guerra porque contém em si o mal acumulado de todos eles.”

Tendo por si o apoio da administração Obama, Bush e comparsas nunca serão condenados.

A não ser pela História.

 

 

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