Netanyahu ataca o BDS e empresário israelense desmente.

Num dos seus ataques ao BDS, (Boicote, Desinvestimento e Sanções) o premier Netanyahu fez uma acusação que ele acreditava demolidora: o movimento de boicote dos produtos e serviços de Israel e de contatos científicos, culturais, artísticos e esportivos enquanto durar a ocupação seria daninho até para os próprios palestinos.

Uma grande empresa israelense, a Soda Stream teria decidido fechar sua fábrica na Cisjordânia por influência do BDS.

Com isso, 500 operários palestinos perderam seus empregos.

Respondendo a Netanyahu (Bibi para seus amigos e inimigos), Birbaum, o presidente da empresa, declarou ao Times of Israel que o BDS não  fora  responsável pela perda de emprego dos 500 operários palestinos, mas sim o premier de Israel.

Para o empresário, e a agressiva política do governo que causaria a eternização dos conflitos com os palestinos.

Bibi agiria assim por interesse político: para agradar as massas israelenses, convencidas de que os palestinos seriam uma grande ameaça à segurança nacional.

São palavra do empresário israelense: “É doloroso para mim dizer que eu acredito que o governo está alimentando o conflito em todas as suas maléficas manifestações. Eles alimentam o ódio e o boicote e alimentam o separatismo. ”

Estes ataques de Birbaum são particularmente sérios pois os 500 empregos perdidos foi divulgado fartamente pelo governo de Telavive, como um exemplo definitivo dos males que o BDS estaria causando ao povo palestino.

Era considerado um ponto fundamental na campanha anti-BDs, tendo inclusive sido propagandeado por embaixadas de Israel em muitos países do Exterior.

Provando a inocência do BDS, Birbaum informou que os planos para mudar a fábrica para território de Israel foram concluídos quando o movimento de boicote mal começara.

Disse também que sua companhia queria manter todos os funcionários palestinos que quisessem ir trabalhar na sua nova fábrica em Israel.

“Entramos em contato com funcionários do governo para conseguir as permissões (para os empegados palestinos). Na verdade, muito simples porque todos esses empregados já tinham sido analisados pela segurança de Israel e estavam dentro da quota que existia. “

Depois de pedir 350 permissões, Birbaum ficou chocado ao receber apenas 120. Algum tempo depois o governo diminuiu para zero.

Numa reunião em 2014 com Bibi, Birbaum soube que a proibição tinha sido uma manipulação de Telavive para desmoralizar o BDS.

Caberia, agora ao empresário apontar um dedo acusatório contra o BDS, taxando-o de destruidor dos escassos empregos palestinos. E, assim, lançando o movimento aos cães.

A denúncia de Birnbaum causou estrago na imagem de Netanyahu.

Ele não perdeu tempo em negar de pés juntos, jurar por tudo que lhe era mais caro.

Só não pôde explicar porque um empresário, direitista confesso, dono de uma grande corporação industrial do país, iria defender o BDS. E acusar Netanyahu, por ele descrito como o primeiro-ministro dos conflitos.

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