Líder republicano: Israel prefere Trump.

Numa entrevista ao Washington Post de 27 de julho, o líder republicano Rudolph Giuliani garantiu que Israel queria Donald Trump ocupando a cadeira que Barack Obama vai deixar vaga em janeiro de 2017.

Giuliani foi prefeito da cidade de Nova Iorque.  Ficou famoso por sua política de tolerância zero, responsável pela redução drástica dos crimes em Nova Iorque.

Ele até que tem suas razões para justificar seu surpreendente anúncio.

“Falei com membros do governo de Israel do mais alto nível, eu sei quem eles querem eleger aqui”, disse o republicano, ”Não é Hillary Clinton, não é Barack Obama pela 3ª vez (não existe terceiro mandato nos EUA). “

O bilionário farsesco seria o cara.

Segundo o ex-prefeito, Netanyahu e acólitos sabem que Trump manterá suas promessas de apoio total a Israel, mesmo contra coisas condenadas pela ONU e até pelos EUA como os assentamentos e a ocupação militar da Cisjordânia.

Já a sra.Clinton, para Giuliani, mesmo sendo a fã número 1 do Estado sionista, vai querer impulsionar as conversações congeladas entre israelenses e palestinos e implementar “ a solução dos 2 Estados. “

Apesar de proclamar que esses são seus desejos, sabe-se que Bibi não quer saber de nada disso. A política do governo de ultra-direita é avançar com os assentamentos até que reste poucas terras para os palestinos, separadas entre si por áreas ocupadas por israelenses.

Só aí, eventualmente, concederiam a independência a um Estado palestino que, nessas condições, já nasceria inviável.

Giuliani diz mais: “Eles (a turma de Bibi) estão suficientemente alertados de que, se Hillary for eleita, terá de ir um tanto para a esquerda para proteger seu flanco contra Elizabeth Warren (líder democrata anti- Wall Street).

Até certo ponto, acho que Giuliani pode estar certo.

No entanto, o passado de vassalagem da sra.Clinton a Israel, reafirmado nas prévias presidenciais, é garantia de que, mesmo havendo negociações e discussão da ideia dos 2 Estados, Hillary vai apoiar Bibi em tudo.

Coisa que o volúvel Trump está longe de poder oferecer.

Quanto a possíveis protestos de Warren e sua grei, a sra.Clinton responderá, cortando seus nomes dos convites para chás na Casa Branca.

Uma vez eleita, ela não precisará mais agradar o setor progressista do Partido Democrata.

 

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