Lobbies turbinam lucros da indústria de armamentos americana.

Os lobbies do complexo industrial-militar americano tiraram de letra as restrições do governo e do congresso para reduzir o déficit orçamentário.

Enquanto fortes cortes foram aprovados principalmente nas despesas sociais, os gastos com a defesa nacional acabaram pouco atingidos.

Segundo o The Hill de 23 de outubro, no novo orçamento do congresso para 2014 foram eliminados cortes de 22 bilhões de dólares anteriormente estabelecidos.

Assim, os gastos de defesa passarão de 475 bilhões para 497 bilhões.

Com isso, o Departamento de Defesa deverá receber 85 bilhões de dólares somente para a guerra do Afeganistão – 5 bilhões a mais do que no ano passado, quando havia mais tropas americanas lutando.

Claro, os donos das empresas de armamentos estão celebrando.

Atribui-se esse sucesso principalmente à ação dos seus poderosos lobbies junto aos parlamentares.

Valeu à pena o investimento feito nesses operosos agentes do big business.

A Boeing informou que gastou com eles 15 milhões de dólares.

Foi a maior investidora em lobbying entre as indústrias militares, seguida pela Lockeed Martin – com 14,4 milhões – e pela United Technology Corps, com 13 milhões.

A Loockeed está particularmente feliz, pois o Congresso parece convenientemente disposto a aprovar seu projeto do caça F-35, o mais caro armamento da História, cuja produção está orçada em 1 trilhão de dólares, nos próximos 50 anos.

É uma despesa tão brutal que até mesmo o senador John McCain, conhecido “falcão”, acha que assim também era demais.

Mas a alegria do complexo industrial-militar não parou por aí.

A Bloomberg  reporta que a administração Obama informou ao Pentágono que projeta para os próximos anos gastos militares acima dos tetos orçamentários previsto pelo Congresso.

Que já são bastante elevados, chegando a 538 bilhões em 2019, sem contar possíveis gastos em futuras guerras.

Obama – prêmio Nobel da Paz – parece estar seguindo o princípio romano “se vis pax para bellum” (se queres a paz prepara a guerra).

Foi assim que o império romano dominou o mundo civilizado durante quase 500 anos.

 

 

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