Licença para matar palestinos.

Talvez inspirado nos filmes de 007, o premier Netanyahu decidiu dar implicitamente a seu exército e órgãos de segurança licença para matar palestinos.

Foi em palestra na Cisjordânia, quando anunciou suas operações guerreiras: ”Estamos entrando em toda parte. Estamos entrando em vilas (palestinas) , estamos entrando em cidades, estamos entrando em lares (palestinos) e efetuando prisões em massa. NÃO HÁ RESTRIÇÕES NAS AÇÕES DO EXÉRCITO E DAS FORÇAS DE SEGURANÇA. Pelo contrário – NOSSO APOIO É TOTAL. ISSO É VITAL.”

Os resultados desta liberalidade, segundo ONGs de direitos humanos, é um incremento nas execuções extrajudiciais.

Desde primeiro de outubro, forças israelenses e milícias de assentamentos mataram 91 palestinos – entre manifestantes desarmados, agressores e civis inocentes que estavam por perto. Pelo menos 21 dos palestinos eram menores de idade.

Enquanto isso, 16 judeus israelenses foram assassinados, quase todos por  lone wolves (cidadãos que atacam por conta própria). Mais exatamente– 95%, contra apenas 5% por grupos terroristas.

Esses números justificam porque, segundo recente pesquisa, muito mais cidadãos árabes de Israel temem sofrerem ferimentos (ou pior) nesses conflitos (78%) do que cidadãos judeus israelenses (apenas 53%).

Quem conhece o modo como as forças de Israel tratam os menores palestinos, não deve ter estranhado que tantos tenham sido mortos por elas.

Em primeiro de julho, relatório de uma ONG internacional, a Convenção dos Direitos da Criança, informou que 53% das crianças palestinas presas  em Jerusalém Oriental são submetidas a violências, sendo que 86% são forçadas a assinar confissões em hebreu – língua que desconhecem.

E ainda neste mês, o Parlamento de Israel aprovou uma lei estabelecendo uma pena mínima de 3 anos de prisão a crianças – com 12 anos de idade ou mais – que tenham sido condenadas por atirarem pedras.

 

 

 

 

 

 

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