Israel ignora oferta de paz do Hamas.

Em novembro, depois de se reunir com o rei Abdula, da Jordânia, Kaled Marshaal, líder do Hamas, defendeu publicamente negociações com Israel e a solução dos dois estados independentes na Palestina: o israelense e o palestino.

Não fez mais do que se somar ao que outro líder do movimento, Ismael Hanyeh, afirmara em conferência de imprensa em 2010, em Gaza  : “Nós aceitamos um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como capital”.

O que foi repetido por outro dirigente do Hamas,quando se proclamou a união Hamas-Fatah.

Netanyahu fez que não era com ele.

Não iria negociar com terroristas, que mataram muitos civis inocentes.

Mas, não foi exatamente como fizeram alguns movimentos terroristas judeus  ativos na guerra pela constituição do Estado de Israel

Destaco o Irgun zvai Lemni, dirigido pelo ex-primeiro ministro Menachen Begin.

Entre diversos atentados que promoveu está a explosão do hotel Rei David, ocupado pela administração da Inglaterra sob cujo protetorado a Palestina estava submetida. Na ocasião morreram 91 pessoas entre diplomatas ingleses e funcionários judeus e árabes.
Esta ação foi celebrada oficialmente em Telaviv, em 2006, com a inauguração de uma placa no hotel, festejando os heróicos terroristas.

Outro movimento judaico deste tipo, o Lehy,  assassinou em 1948 o conde Folke Bernadotte, mediador do conflito árabe-israelense. O diplomata tinha um plano justo para aumentar a parte mínima a que fora reduzira a Cisjordânia, depois da guerra com Israel.

Como esses dois grupos judaicos, o Hamas também praticou no passado atentados terroristas, tendo abandonado formalmente esta prática há muitos anos.

É verdade que o Hamas, assim como o Fatah, reconhece Israel, mas não o caráter sionista do Estado e divergem  com Telaviv em relação a quem cabe Jerusalém Oriental e quanto às reparações aos palestinos expulsos pelo exército israelense.

São questões que poderiam ficar para serem decididas durante negociações entre as partes…

Mas, a superação dos obstáculos principais =: o fim do terrorismo árabe e o reconhecimento de Israel como Estado dão condições plenas para o início das conversações de paz. E logo.

Seria o racional para quem deseja uma paz justa entre palestinos e israelenses.

Cabe uma pergunta: o governo mais direitista que Israel já teve estará interessado nisso?

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *