Irmandade Muçulmana em alta na revolução síria.

Durante 30 anos, a Irmandade Muçulmana foi perseguida pelo regime secularista  sírio, até virtualmente desaparecer no país.

Alguns dos seus líderes foram presos, outros emigraram e uns poucos caíram na clandestinidade.

Com a revolução, a Irmandade voltou a atuar. E com força total.

Graças à sua boa organização e ao prestígio que ainda tem na Síria, ela é hoje a o grupo mais forte na revolução. O que tem o maior número de membros no Conselho Nacional Sírio, a mais importante instância oposicionista.

A Irmandade controla o comitê que distribui entre os milicianos as armas, o dinheiro e os suprimentos que vem do exterior.

Ela também fornece armas e suprimentos recebidos das suas sédes em outros países.

Com a Primavera Árabe, a Irmandade Muçulmana surgiu como uma grande força política em todo o Oriente Médio.

Embora, ao que se saiba, ela não tenha uma organização internacional com idéias, formas de atuação e hierarquia iguais em todos os países em que atua, a Irmandade se distingue por uma postura islâmica moderada.

No Egito e na Tunísia, a maioria dos parlamentares são seus membros. Partidos a ela ligados são muito fortes nos parlamentos do Marrocos e do Kuwait.

Provavelmente, vencerá também as eleições legislativas líbias.

Espera-se que o mesmo aconteça na Síria, assim que a situação se normalizar.

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