Há vida inteligente no Congresso americano.

Surge uma luz para iluminar as trevas em que vive o Congresso americano.

10 representantes (9 democratas e 1 republicano) acabam de apresentar um projeto que, caso aprovado, poderá redimir o legislativo dos EUA.

O Prevent Iran from Acquiring Nuclear Weapons and Stop War through Diplomacy Act (“Ato para Evitar que o Irã Produza Bombas Nucleares e a Guerra através da Diplomacia”) é uma lei que anula lei anterior, criada por inspiração da AIPAC (hobby israelo- americano), que proibia os diplomatas americanos de contatos diretos com o governo iraniano em busca de um acordo.

A lei, de autoria da representante democrata Barbara Lee, dispõe que a diplomacia é o único caminho para implementar mecanismos de fiscalização que garantam o uso pacífico da energia nuclear por Teerã, discutir direitos humanos e evitar a guerra com os iranianos.

E faz mais: estabelece que um enviado dos EUA deverá negociar diretamente com o Irã, sem pré-condições.

Para os autores da lei, essas negociações diplomáticas bilaterais entre EUA e IRÃ devem se processar sem prazo fixo. “Todos as importantes questões entre EUA e Irã não podem ser resolvidas instantaneamente,” a lei diz, “resolver cada questão irá requerer esforços robustos e contínuos.”

A autora da lei faz também uma referência à declarações do antigo Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, o Almirante Mike Mullen. Depois de lembrar que, mesmo nos momentos mais agudos da Guerra Fria, os chefes dos governos dos EUA e da União Soviética, mantinham um canal de comunicações diretas, através do telefone vermelho, ele lamentou que não haja algo semelhante na situação atual: ”Não temos um canal de comunicação direto com o Irã desde 1979. E eu penso que isso tem plantado muitas sementes de cálculos errados. Quando você calcula errado, você pode acabar incidindo em erro.”

Somando-se à lei dos 10 membros do Congresso, 37 outros enviaram uma carta ao Presidente Obama, encarecendo a necessidade dele redobrar contatos bilaterais e multilaterais com o Irã, visando a obtenção de provas cabais de que  não existe um programa militar nuclear iraniano.

Agora, só resta torcer para que a maioria do Congresso se conscientize da estupidez que seria a guerra contra o Irã. E aprove esta lei inteligente, calando os tambores da guerra, que já estão soando de maneira perigosamente alta.

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