Guia prático para o uso de drones.

O governo Obama prepara-se para aprovar manual que disciplina o uso de drones (aviões sem piloto).

Não vai ser mais tão fácil como é agora para a CIA enviar esses portadores da morte contra suspeitos de terrorismo no exterior.

Por enquanto, a existência dos drones não constava dos documentos oficiais. Existia de fato, mas não de direito.

A CIA, que os operava, tinha muita liberdade para agir.

O manual estabelece uma série de regras rígidas para garantir o mínimo de erros (leia-se “de vítimas civis”), incluindo o envolvimento da Casa Branca e diversas agências federais na elaboração da lista dessas execuções extra- judiciais.

A pedido da CIA, ele só vai valer para o Paquistão no ano que vem.

São razões de segurança, não muito claras.

Diz o Washington Post que John Brennan, indicado para dirigir a CIA por Barack Obama, já aprovou o manual e o adiamento de sua aplicação no Paquistão.

Justamente o país que tem sido mais contemplado com ataques de drones.

Atualmente, o Yemen, o Afeganistão e a Somália também são alvejados.

Quem lançou essa criativa arma foi o Presidente Bush, em 2004.

De lá para cá, somente contra suspeitos no Paquistão, foram 362 ataques, dos quais 310, ordenados por Obama.

Os drones mataram 3.461 pessoas, sendo que 891 identificadas como civis, de acordo com o “Birô de Jornalismo Investigativo.”.

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