Guerra do Iraque: fazendo vítimas até depois da paz.

A Guerra do Iraque, causada por motivos comprovadamente falsos,matou centenas de milhares de iraquianos.

Líderes racistas da África, da Sérvia e da Croácia estão sendo julgados e punidos pelo Tribunal Criminal Internacional por sua responsabilidade em mortes injustas de civis.

Ao atacar o Iraque, Bush e Tony Blair não fizeram menos

Só que sequer foram processados.

Agora, relatórios de duas entidades internacionais insuspeitas revelaram crimes ainda não conhecidos dos autores do embuste iraquiano, particularmente graves por suas vítimas serem crianças que nada fizeram para sofrer o que a tecnologia militar anglo-ameriana lhes reservava.

O estudo intitulado “A Contaminação por Metais e a Epidemia de Defeitos de Nascimento Congênitos em Cidades do Iraque”, publicado pelo Bulletin of Enviroment Cointamination and Toxicology,” detectou um aumento alarmante no número de crianças nascendo com defeitos no coração, disfunções cerebrais e má formação dos membros, após o grande ataque americano à cidade iraquiana de Faluja.

O estudo conclui que as munições americanas e inglesas foram as causas materiais do desastre humanitário de Faluja, representado por altas taxas de aborto, altos níveis tóxicos de chumbo e contaminações por mercúrio associados a defeitos de nascença, que iam desde problemas congênitos no coração até disfunções cerebrais.

A cidade de Faluja era um centro dos insurgentes.

O exército americano concentrou grandes contingentes de fuzileiros navais, pesadamente armados, em dois ataques: o primeiro na primavera de 2004 e o outro, 7 meses depois.

Alguns dos mais poderosos canhões americanos foram usados, lançando inclusive as temidas bombas de fósforo.

Para se dar uma idéia do poder letal desse tipo de bomba, lembro o bombardeio anglo-americano da cidade de Dresden

Foi um dos mais terríveis massacres da 2ª Guerra Mundial, matando milhares de pessoas – há quem fale em 60 mil.

As bombas de fósforo são tão terríveis que incendeiam o ar.

Entre 2007 e 2010, ou seja entre 3 e 6 anos depois da invasão, as bombas americanas continuaram a agir: mais da metade das crianças pesquisadas nasceram com defeitos de nascença. Antes da guerra, as estatísticas em Faluja mostravam que nascia apenas 1 criança com defeitos em cada 10.

Também antes da invasão, 10% dos caso de gravidez terminavam em aborto.

Entre 2005 e 1006, esse número subiu para 45%.

No Hospital e Maternidade de Basra, o número de crianças nascidas com defeitos a partir de 2003, ano da invasão inglesa, era 17 vezes maior do que na década anterior.

Uma pesquisa realizada em todas as regiões da província de Basra, revelou que a média das crianças que nasceram com defeitos de nascença aumentou em 60%, nos últimos 7 anos.

Todo esse crescimento maligno foi relacionado a uma intensa exposição aos metais espalhados no ar pelas bombas e balas usadas no Iraque, durante as lutas da invasão.

Em Faluja, amostras dos cabelos da população foram analisados.

Descobriu-se que nos cabelos das crianças com defeitos de nascença havia níveis de chumbo 5 vezes maiores do que em outras crianças e níveis de mercúrio seis vezes maiores.

Em Basra, as crianças com defeitos de nascença tinham 3 vezes mais chumbo nos dentes do que crianças em regiões onde não houve ataques de artilharia.

Um outro estudo veio não só confirmar, como acrescentar fatos relativos à contaminação das crianças iraquianas pelas munições anglo-americanas.

Um dos autores do estudo, Mozhgan Savabieasfahami, toxicólogo da Universidade de Michigan, declarou: ‘Os níveis de metais que nós vimos nas crianças de Faluja com defeitos de nascença indicam claramente que metais foram responsáveis pela manifestação desses defeitos nas nelas.”

As conclusões preliminares baseiam-se muito numa pesquisa feita em Faluja pela World Health Organization (WHO).

A WHO conclui que uma mulher grávida pode absorver mercúrio ou chumbo através do ar, água ou terra. Em seguida, ela passará para o feto e altas concentrações de tóxicos irão danificar os rins e os cérebros deles e causar cegueira, surdez, mudez, falta de coordenação e mesmo morte.

Este é o presente de grande número de crianças de Faluja, Basra e outras cidades iraquianas, que sofreram pesados ataque de artilharia americana por estarem em mãos de insurgentes.

Provavelmente elas devem ter renunciado a seus sonhos.

Se é que algum dia os tiveram.

Indiferentes ao pesadelo que fizeram das vidas de tantas crianças iraquianas, Bush e Blair continuam bem dispostos, dando entrevistas, participando de cerimônias públicas, posando de grandes estadistas.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *