General contra a guerra.

O General Martin Dempsey, Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, mostrou-se categoricamente contra o ataque ao Irã.

Repetiu mais uma vez que um bombardeio israelense somente adiaria o projeto nuclear iraniano.

Mas veio também com argumentos novos.

O ataque israelense poderia desfazer a coalizão internacional que aplica sanções no Irã.

Israel assumiria o papel de vilão e, pelo menos, os países do Oriente Médio aliados do Ocidente poderiam passar a apoiar o Irã.

Lembrando que uma guerra regional seria uma conseqüência inevitável; Dempsey afirmou não desejar ser cúmplice, caso os israelenses fizessem essa fatal opção.

“Cúmplice” é uma palavra forte, em geral associada a algo bastante negativo…

É fato conhecido que o Pentágono realizou uma simulação de guerra, na qual, concluiu-se, cerca de 200 soldados americanos morreriam logo nos primeiros dias.

É um preço que Obama não quer pagar por uma guerra que considera desnecessária.

As autoridades do setor de Inteligência dos EUA tem afirmado que não há evidências de um programa nuclear militar iraniano, nem de intenções do governo de Teerã iniciá-lo.

Nasrallah, o chefe do Hisbolá, movimento com sede no Líbano, afirmou: “Se Israel atacar o Irã, os EUA são também responsáveis.”

De acordo com ele, os iranianos retaliarão, atacando também as bases militares americanas no Bahrein, Arábia Saudita e Afeganistão.

Provavelmente, os dirigentes de Teerã usaram seu aliado, Nasrallah, para passar um recado aos EUA, sem se comprometerem com ameaças.

Acredito que seu objetivo seria fornecer mais razões para os americanos conterem a agressividade de Netanyahu.

 

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