Governo Obama libera torturadores.

Logo que tomou posse, Obama proibiu o uso de qualquer forma de tortura, inclusive o waterboarding, e ordenou o fechamento das bases secretas da CIA, onde essas práticas eram realizadas.

Informou que não processaria os torturadores de “boa fé”, que tivessem se limitado a cumprir as diretivas legais do governo Bush.

Em agosto de 2009, o Secretário de Justiça, Eric Holder, determinou que fossem analisados 101 casos para verificar se em alguns deles os implicados não haviam se excedido, passado além da conta.

Destes acabaram sobrando apenas dois, ambos agentes da CIA, contra os quais havia provas mais comprometedoras.

No início da semana, Eric Holder anunciou que nenhum dos agentes seria processado, pois as evidências existentes não permitiriam que fossem condenados.

Para os ativistas de Direitos Humanos foi uma grande decepção.

Eles esperavam que Obama, pelo menos, realizasse uma investigação completa de todos os excessos praticados no governo Bush, caso não processasse os torturadores.

“É uma decisão desastrosa”, disse Laura Piter, conselheira de antiterrorismo do Human Rights Watch,”não haver a responsabilização de qualquer das violências da CIA, para as quais existem agora montanhas de provas.”

Para o Sub-Diretor Legal da American Civil Liberties Union: “A  contínua impunidade ameaça comprometer a proibição universalmente reconhecida de torturas e outros procedimentos abusivos e envia um sinal perigoso aos funcionários do governo de que não haverá conseqüências caso façam uso de torturas ou outras crueldades.”

Houve quem aplaudisse a decisão do Governo Obama: o presidente do Comitê de Inteligência do Congresso. Ele é republicano.

 

 

 

 

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