EUA: religiosos condenam ajuda injusta a Israel.

15 líderes religiosos, representando algumas das maiores seitas dos EUA, enviaram mensagem ao governo, exigindo que os EUA tratem Israel de acordo com a lei.

Eram membros destacados de igrejas como a Presbiteriana, Luterana, Metodista Unida, Conselho Nacional das Igrejas, Comitê de Serviço aos Amigos Americanos, Comitê Central Menonita, Fraternidade da Paz Ortodoxa, Igrejas Batistas Americanas, Igreja Unida de Cristo, entre outras.

Os rabinos da “Voz Judaica pelo Conselho da Paz Rabínica” mostraram-se francamente favoráveis, inclusive promovendo um manifesto de apoio, com milhares de assinaturas.

A mensagem dos 15 líderes religiosos enfatizava o compromisso em “apoiar israelenses e palestinos no seu desejo de viver em paz e ter bem-estar.”

E estabelecia ser “responsabilidade moral das organizações signatárias questionar a contínua e incondicional assistência financeira dos EUA ao governo de Israel. A realização de uma paz justa e durável exige esta responsabilização pois a contínua assistência militar a Israel- oferecida sem condições ou exigência de prestação de contas – apenas servirá para manter o status quo e a ocupação militar por Israel dos territórios palestinos.”

Por conseguinte, a mensagem exige que “a distribuição de assistência militar a Israel seja de acordo com as leis e políticas dos EUA “especialmente no que se refere a questões de direitos humanos e o uso de armas americanas”.

Os líderes religiosos afirmam que “a assistência militar americana incondicional a Israel tem contribuído para a deterioração das condições em Israel e nos territórios palestinos ocupados, o que ameaçaria afastar ainda mais a região da realização de uma paz justa. Além disso, mantém o conflito e solapa os interesses de segurança a longo prazo tanto de israelenses, quanto de palestinos.”

Eles pedem uma imediata investigação sobre possíveis violações por Israel do US Foreign Assistance Act e do US Exports Control Act que ,respectivamente, proíbem fornecer assistência militar a país que constantemente desrespeite os direitos humanos e limitam o uso das armas dos EUA à “segurança interna” ou “legítima auto-defesa”.

Os líderes religioso também apelam ao Congresso para que realize audiências para examinar  se Israel cumpriu as obrigações desses dois atos e exija informações regulares sobre essa questão, recusando-se a fornecer ajuda militar no caso de descumprimento.

Baseiam-se, em parte, no  US State Department Country Report on Human Rights Pratices de 2010, que detalha violações generalizadas de direitos humanos por Israel contra civis palestinos, muitas delas com o uso de armas fornecidas pelos EUA.

Acusam ainda a existência de sistemas legais separados e desiguais para palestinos e moradores dos assentamentos, confisco de terras palestinas, uso de recursos naturais somente para moradores de assentamentos, além de violências praticadas por eles contra as famílias palestinas.

Pedem, enfim, que os EUA parem de serem cúmplices de todas estas transgressões.

 

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