Egito: a Primavera Árabe não chegou na Polícia.

A Revolução mudou muita coisa no Egito, mas não sua Polícia.

Relatório do Nadim Human Rights Center mostra que a brutalidade policial típica do regime Mubarak, continua existindo.

Foram reportados mais de 200 casos de violências praticadas pelas forças da ordem nos 100 dias de governo do Presidente Morsi.

O relatório denuncia 34 casos de mortes de pessoas nas prisões, delegacias e nas ruas. Algumas por tiros, outras em torturas.

Quanto a esta última prática, nada menos do que 88 casos foram documentados.

Houve ainda 7 estupros, um deles no interior de uma delegacia.

Por fim, dez passeatas de protesto foram dissolvidas com emprego de violências.

Pouco diferente dos tempos de Mubarak.

“É o mesmo sistema porque não há vontade política de mudar as práticas policiais”, declarou Magda Adly, diretora do Nadim Center ao McClatchy News.

Talvez para compensar, foi designado um juiz para dirigir a investigação de denúncias de assassinatos de manifestantes no período pré-revolucionário.

Os réus são nada menos do que o antigo Chefe da Junta Militar, o Marechal Tantawi; o antigo chefe do estado maior das forças armadas, Sami Anam; e o antigo chefe de polícia, Hamdy Badeen.

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