Drones matam mais.

No seu já famoso discurso de maio, em Washington, o presidente Obama defendeu a abreviação do estado de guerra, o fechamento de Guantánamo e o uso dos drones.

Quanto ao último item, ele afirmou: ”Os ataques por aviões convencionais ou por mísseis são menos precisos do que os drones e causam mais baixas civis e danos locais.”

Ele deveria creditar menos no seu pessoal da CIA pois sua peremptória afirmação acaba de ser desmentida. E por quem entende do assunto, não por políticos ou agentes secretos.

Larry Lewis, cientista-pesquisador do “Centro Para Análises Navais”, instituição próxima ao Pentágono, terminou um estudo sobre todos os ataques no Afeganistão entre meados de 2010 e meados de 2011.

Baseou-se em dados militares sigilosos.

Conforme, Lewis informou ao The Guardian, sua conclusão é que os ataques por drones no Afeganistão matam 10 vezes mais civis do que os ataques por aviões.

Fato desconhecido do público: o Afeganistão tem sido “presenteado” com um número bem maior de voos mortíferos de drones do que o Paquistão. 447 (5% a mais do que em 2011) contra 48, no ano de 2012.

Mas, enquanto o Paquistão é um país independente, que tem alguns jornalistas, políticos e militares corajosos– que gritam e fazem barulho na defesa dos seus interesses – no Afeganistão existe esse tipo de gente é muito difícil de encontrar.

Por isso e porque os paquistaneses acabam de eleger um presidente contrário aos drones, é possível que se forme uma corrente capaz de abalar a posição americana favorável a eles.

 

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