De um Nobel da Paz para outro: pare de armar o mundo.

Malala Yousafzair, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz por ter sido alvejada pelo Talibã quando defendia educação para  meninas, deu uma lição ao Presidente Obama.

Foi o que ela contou em entrevista à MSNBC.

Recebida por Obama na Casa Branca, a jovem pediu que o presidente americano parasse de armar o mundo.

Seria melhor para a humanidade.

A jovem paquistanesa apelou ao presidente: “.. em vez de enviar fuzis, envie livros. Em vez de mandar armamentos, mande professores. Isso mudaria o mundo”.

Como se sabe, Obama levou o Nobel da Paz, logo no início do seu governo, numa escolha muito controvertida.

Nos anos que se seguiram, o presidente fez por não merecer o prêmio.

Prosseguiu na guerra do Afeganistão – aumentando os efetivos do exército dos EUA; apoiou invasões de Gaza por Israel, com milhares de vítimas civis; aumentou os ataques devastadores de drones, que mataram muitas centenas de camponeses inocentes no Paquistão, além de passar a lançar drones também no Yemen e na Somália; ameaçou bombardear Damasco, sem provas contra Assad num ataque químico, além de apoiar regimes ditatoriais que massacram a oposição como os da Arábia Saudita, Bahrein e Egito.

Tem sentido o que disse Malala.

Atualmente, o governo dos EUA fornece ajuda militar a muitos países, entre os quais Israel – 3,1 bilhões em armamentos, Paquistão – 1,7 bilhão e Egito – 1,3 bilhão.

Mas, e Obama? Como respondeu ao apelo da Nobel da Paz?

“De forma muito política”, contou Malala.

 

 

 

 

 

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