Com Netanyahu, racismo avança em Israel.

Por inspiração do premier Bibi Netanyahu, o gabinete ministerial israelense aprovou lei definindo Israel como “país judaico e democrata”, reservando “direitos nacionais” exclusivamente para os habitantes de origem judaica.

Os árabes, que constituem 20% da população do país, passariam automaticamente a ter menos direitos.

Esta lei deve ser aprovada pelo Knesset (Parlamento) antes de entrar em vigor.

Os membros moderados do gabinete, Tzipi Livni – ministro da Justiça, e  Lapid, ministro das Finanças, foram contra.

Livni declarou ao Canal 2 que votará pela rejeição da lei, quando for discutida no Knesset. Ela disse estar preparada para ser despedida do ministério por Netanyahu.

Seria uma grave perda para o cambaleante processo de paz com os palestinos, do qual ela vinha participando em nome de Israel. Não se espera que seu substituto seja alguém fora dos grupos radicais de direita que cercam o primeiro-ministro.

Por sua vez, Lapid garantiu que tanto ele quanto os demais deputados do seu partido votarão contra a lei racista. Para o ministro das Finanças, David Ben Gurion, fundador do Estado de Israel, também a condenaria, se estivesse vivo.

Ele lembrou que o policial druso, assassinado num atentado terrorista numa sinagoga de Jerusalém ao tentar proteger alguns fiéis, com a nova lei seria considerado um cidadão de 2ª classe, apesar de todo o seu heroísmo.

O partido de Livni conta com poucos deputados, mas o de Lapid, o Yesh Atid, tem muitos: 19.

A oposição deles a Netanyahu poderá causar a saída dos seus partidos da base aliada do governo, que assim perderá a maioria. Uma nova eleição se tornaria então bem provável.

A lei de Netanyahu está sendo apoiada por todos os partidos de direita e pelos grupos judeus ortodoxos.

A esquerda e os liberais a criticam duramente por discriminar a população árabe.

Mesmo o Presidente de Israel, Reuven Rivni, membro do Likud, partido de Netanyahu, pede que o parlamento a rejeite porque causaria novos problemas ao país.

Particularmente indesejados, neste momento em que o Ocidente está vendo com olhos cada vez piores as ações do governo de Telaviv.

A chance maior é que os deputados aprovem mais este passo de Israel no caminho do racismo.

 

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