No papel assumido de guardião do planeta, o governo americano denunciou os objetivos militares do programa nuclear iraniano. A prova maior teria sido o reinício da pesquisa de urânio enriquecido, essencial tanto para se produzir energia quanto bombas atômicas. Bush jura ser isto o que os iranianos querem, apesar de o presidente Mahmoud Ahmadinejad garantir que é contra armas nucleares, o que, aliás, foi reforçado por uma fatwa (espécie de encíclica dos muçulmanos) do supremo líder do governo e da hierarquia religiosa, o aiatolá Ali Khamenei. Para Bush, o Tratado de Não-Proliferação Nuclear estaria sendo violado, com o que teríamos mais um país de posse da arma do juízo final.
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Laranja azeda
Patrocinada pelos Estados Unidos, a Europa e o financista George Soros, a chamada “revolução laranja” venceu as eleições na Ucrânia em 2004, depois de imensas manifestações populares. Seria a democracia e a liberdade do mercado que chegavam a um país dominado pela corrupção, o autoritarismo e a ineficiência dos sucessores da extinta União Soviética. Vitória para Bush, comprometido até os olhos com os vencedores – que prometiam afastar a Ucrânia da Rússia e torná-la membro da Comunidade Européia e da OTAN.
Muito além de Abu Ghraib
“Um drama está acontecendo em total silêncio no Iraque, onde as tropas de ocupação da coalizão estão usando a fome e a privação de água como armas contra a população civil.” Denúncia feita em 14 de outubro por Jan Ziegler, antigo professor de sociologia, nomeado pela ONU para investigar os direitos humanos no Iraque.
11 de setembro. O fogo amigo
Mais da metade das mortes no atentado de 11 de setembro foi causada em parte pela negligência ou cupidez de grupos americanos envolvidos na construção das Torres Gêmeas. É o que afirmam Jim Dwyer e Kevin Flynn, jornalistas do New York Times, em “102 minutos – a história inédita da luta pela vida nas Torres Gêmeas”. Segundo eles, muitas das pessoas morreram devido a graves falhas no projeto de construção das torres.
Bush de mãos atadas
Visitando Cuba, pela quarta vez neste ano, Chávez chamou Bush de “senhor da guerra” e o imperialismo americano de “maior ameaça ao mundo”, que caminhará para a destruição caso continue no caminho imposto por Washington.
Daqui não saio
Agora não há mais dúvidas: é por causa do petróleo que os americanos não querem sair do Iraque. O próprio Bush confessou. No começo do mês, durante a campanha eleitoral, ele se declarou preocupado com essa possibilidade. Para Bush, os extremistas poderiam tomar o poder e ameaçar elevar o preço do petróleo para as alturas caso os Estados Unidos não abandonassem Israel e os países aliados do Oriente Médio. Prevendo isso, seu governo tem uma estratégia de longo prazo que inclui permanecer na ofensiva.
A cruzada fica sem cruz
“Se você quer ver o paraíso, veja a televisão do Uzbequistão, se quer ver o inferno, vá ao Uzbequistão”. Segundo o London Telegraph, este é um dito corrente no Uzbequistão de hoje.
Que tal Al Capone como monitor de escoteiros?
O que você acha dessa idéia?
A democracia como cavalo de Tróia
Quando desistiu de encontrar bombas de destruição em massa no Iraque, Bush mudou a justificativa para a invasão: afastar um ditador sanguinário, instaurando a democracia. Gostou da idéia e daí em diante passou a anunciar que os Estados Unidos se empenhariam em fazer o mesmo em escala mundial. Por bem ou por mal.
Torturar ou não torturar: eis a questão
“Uma mudança radical e profunda nas políticas básicas e nos valores morais do nosso povo” (Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos).