Bumerangue: sanções contra o Irã recaem na França.

A Peugeot anunciou neste mês o corte de 8 mil funcionários.

O Presidente da França, François Hollande, protestou , considerou inaceitável,  pois os trabalhadores serão atingidos de maneira profunda devido aos altos índices de desemprego do país.

Seria cômico se não fosse trágico,  pois a decisão da Peugeot é culpa, em grande parte, do próprio governo. Das sanções que aprovou contra o Irã.

Foi devido a elas que as exportações de automóveis da Peugeot para o Irã foram proibidas.

Ora, o país dos aiatolás é o maior comprador estrangeiro de automóveis Peugeot. Nada menos de 500 mil unidades são adquiridas pelos iranianos, gerando vendas no valor de vários bilhões de euros.

Nos 6 primeiros meses deste ano, a Peugeot vendeu 250 mil carros a menos do que o previsto – exatamente o total que seria comprado pelo Irã nesse período.

A perda de mercado da Peugeot sacrifica diretamente os funcionários despedidos mas , indiretamente, também a economia da França sai prejudicada com a diminuição da entrada de recursos via exportação0. Resultado potencializado ao se considerar a difícil situação em que se encontra a economia francesa.

É o caso de perguntar a Hollande: valerá à pena aderir a sanções contra o Irã por um programa nuclear que ele não tem – fato comprovado pelas 17 agências de segurança dos EUA – somente para agradar Obama ?

Não estaria na hora da França ter uma política internacional diferente da subserviência de Sarkosy?

Inspirar-se em De Gaule pode ser uma boa idéia.

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