Afeganistão: primeiro no ranking do ópio.

O “Escritório de Drogas e Crimes”, da ONU, informa que o Afeganistão continua o maior produtor de ópio, com 75% do total mundial.

Segundo seu relatório, uma praga que atacou as plantas reduziu o volume produzido em 30%, comparando com 2011. No entanto, a área cultivada foi aumentada em 14%.

Calcula-se que 1 milhão de pessoas em todo o mundo são viciadas em ópio.

A produção da droga é controlada pelo talibã e pelos “senhores da guerra”, muitos deles aliados do governo de Kabul.

Embora os talibãs, atualmente, se beneficiem largamente dos lucros obtidos pela comercialização do ópio, em 2000, quando tomaram o poder, tinham uma postura oposta.

Chamando a droga de “anti- islâmica”, seu líder, o mulá Omar proibiu que os fazendeiros a cultivassem.

Com isso, a produção caiu de 4.000 toneladas, nos anos 90, para menos de  200 toneladas, em 2001.

Foi quando a OTAN, sob liderança das forças americanas, invadiu o Afeganistão.

Em retribuição ao considerável apoio prestado pelos “senhores da guerra”, a CIA promoveu a liberação do cultivo do ópio, para agradar esses aliados.

Alguns anos depois, Hillary Leveret, antiga representante americana no Conselho de Segurança da OTAN, sediada no Afeganistão, denunciou que os EUA sabiam que ministros do governo afegão, inclusive o da Defesa, estavam implicados no narcotráfico.

E Thomas Schweich, coordenador do departamento de Estado para narco-tráfico, acusou o presidente afegão, Hamid Karsai, de impedir a guerra contra as drogas.

Segundo o New York Times, Obama teria declarado intenções de reprimir o narcotráfico e as ações ilegais dos “senhores da guerra”, os quais, aliás, ainda ocupam altos cargos na administração afegã.

Não é fácil pois a prioridade das forças americanas é outra: combater os talibãs.

A campanha contra o cultivo da droga tem ficado por conta das forças de segurança do governo Karsai, cuja eficiência é pra lá de discutível.

 

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