Vaza segredo dos drones.

Apesar de ter prometido (na campanha de 2008) ser o governo americano mais transparente de todos os tempos, Obama sempre negou-se a falar sobre os drones.

Manteve em segredo fatos como os números de terroristas e civis mortos por eles no Paquistão, Afeganistão, Yemen e Somália.

Diversas instituições tem feito estimativas.

O estudo das universidades Stanford e New York, “Vivendo sob os drones”, afirma que apenas 2% das vítimas eram líderes do Talibã.

Já para o embaixador do Paquistão nos EUA, 80% das vítimas em seus país eram civis inocentes.

O “Birô de Jornalismo Investigativo”, de New York, conta que identificou 213 mortos pelos drones no Paquistão como líderes talibã de médio ou alto nível. E 331 eram civis inocentes, entre eles 87 mulheres e crianças.

Quanto ao total de mortes, os pesquisadores do birô chegaram ao número mais elevado entre todos os cálculos feitos por todas as instituições : 2.629, sendo que conseguiram identificar 475 civis.

Este número foi fortemente contestado pela imprensa conservadora americana, como tendencioso e irrealista.

Parece que eles tinham razão quanto ao “irrealista”.

O senador republicano Lindsey Graham, um dos mais poderosos líderes do war party, numa palestra realizada no Rotary Club da cidadezinha de Easley, estado da Carolia do Sul, informou que , na verdade, os drones mataram muito mais dos que se calculava: nada menos do que 4.700 pessoas.

Dadas as ligações de Graham com setores hard-line do governo, estima-se que ele deixou escapar um vazamento.

Na ocasião, o belicoso senador não teve papas na língua: “Às vezes você mata pessoas inocentes, e eu odeio isto, mas estamos em guerra, e estamos eliminando membros muito importantes da Al Qaeda.”

Além de ser uma besteira, a Al Qaeda é insignificante no Paquistão e no Afeganistão, onde quem atua é o Talibã e conexos, trata-se de uma demonstração de falta de princípios humanos, nada adequada a um senador dos Estados Unidos da América do Norte, a soi disant pátria da liberdfade.

Muito próxima a uma conduta defendida por recente documento da Casa Branca, vazado na imprensa.

Ele afirmava que autoridades do governo de alto nível poderiam “usar força letal num país estrangeiro… contra um cidadão americano, que seja um líder operacional da Al Qaeda ou movimentos associados, mesmo que não tenham clara evidência de que um ataque específico contra pessoas e interesses americanos acontecerão num futuro imediato.”

Os cidadãos americanos Anwar Awlaki importante membro da Al Qaeda, dedicado a pregações ao vivo e na internet contra os EUA, seu sobrinho e um rapaz de 16 anos, dificilmente se enquadrariam nessa qualificação.

O governo Obama não se preocupou em provar o contrário.

 

 

 

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