Terrorismo em alta.

Quando Bin Laden foi assassinado, Barack Obama anunciou que a al Qaeda entrara no caminho da derrota.

Não é o que parece ter acontecido.

A al Qaeda perdeu força no Afeganistão, mas espalhou eficientes franquias por todo o Oriente Médio e África.

O “Estado Islâmico do Iraque e Síria”, que dela se originou, é uma grande força nesses dois países.

Promove atentados diários no Iraque, onde ocupou grande parte da província de Anbar, inclusive sua capital, Faluja, de onde o governo não consegue desalojá-lo.

Na Síria, ao lado do Nussra aliado da al Qaeda, integra com destaque a revolução contra o regime Assad, tendo assumido o poder em diversas cidades.

No Iêmen, a al Qaeda mantém uma autêntica guerra contra o governo local,o qual é conta com a ajuda letal dos drones e bombardeios aero -navais americanos.

Em toda a África Sub- Saariana, seus milicianos estão em ação, obrigando uma presença militar americana para combatê-la em dezenas de países.

Recente relatório do Departamento de Estado dos EUA mostra que, em 2013, houve um aumento de 43% nos atentados, em relação ao ano anterior.

17.891 pessoas foram vitimadas em todo o mundo, 32.5777, feridas e 3.000, seqüestradas ou tomadas como reféns.

No Iraque, os terroristas mataram 6.378 pessoas e feriram 14.396.

O total de ataques nesse país, passou de 1.271, em 2012, para 2.495, em 2013.

Na Síria, as milícias radicais Nussra e “Estado islâmico do Iraque e Síria” vieram para combater as forças do Presidente Assad. Mesmo assim, o “Estado Islâmico” arrumou algumas folgas para proceder a 212 atentados, em 2013 (133, em 2012), com 5 mortos em média, por atentado.

Associados várias vezes à al Qaeda, os talibãs foram particularmente letais  no Paquistão e no Afeganistão, onde seus ataques acabaram matando 2.340 civis. Número que superou suas 1.842 vítimas de 2012.

Estas estatísticas foram calculadas pelo Consórcio Nacional para o Estudo do Terrorismo e da Resposta ao Terrorismo, da Universidade de Maryland.

Claro, não se falou nada sobre as vítimas civis das ações militares das Forças Especiais americanas no Afeganistão e dos drones, operados pela CIA no Paquistão, Iêmen e Somália.

 

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