Por fim, o Chile vai aprovar aborto.

A última lei promulgada pelo general Pinochet está para cair.

Aprovada em 1989, ela proibia o aborto mesmo sendo a vida da mãe ameaçada.

Breve, o Chile deverá deixar de ser uma das seis nações onde essa lei é aplicada.

Já não era sem tempo.

Segundo a ONU, 40%das mortes de mulheres grávidas foram causadas por complicações de abortos precários realizados clandestinamente.

Michele Bachelet, eleita presidente recentemente, prometeu reescrever a constituição chilena, ainda adornada com sobrevivências da ditadura Pinochet.

A liberação do aborto para evitar a morte da mãe era uma das primeiras reformas previstas.

Ativistas acham que não será fácil sua aprovação pelas duas câmaras legislativas. Em parte, devido à influência da Igreja Católica e de poderosos círculos conservadores. Também se teme campanhas contrárias por jornais e emissoras dirigidos a setores sensíveis à idéia de que o aborto é sempre um assassinato.

No entanto, para Marco Nuñez, que deve assumir a presidência da Câmara dos Deputados, o bloco Nova Maioria, que apóia o governo, dispõe dos votos necessários na Câmara e no Senado.

Tudo indica que o Chile acabará saindo da companhia incômoda das raras nações atrasadas, que vetam abortos, mesmo pondo a vida das mães em xeque.

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