Síria: não há mais good guys.

Os americanos começam a desistir.

Eles vinham há muito tempo fornecendo ajuda não-letal aos rebeldes sírios – medicamentos, equipamentos de comunicação, dados de espionagem,etc.

E, recentemente, Obama declarou que passava a também fornecer armas.

Eis que acabam de comprovar o que todo mundo sabia: boa parte da ajuda americana aos rebeldes democratas iam parar nas mãos dos nada democratas grupos da al-Qaeda.

Imediatamente, Hagel, o secretário da Defesa, mandou suspender as remessas.

“Não é fácil distinguir entre os good guys e os bad guys, por aqui”, Hagel confidenciou a um general do Pentágono.

Aparentemente estes dois grupos estariam guerreando entre si. Uma guerra dentro da guerra.

Mas, não há a clara definição de papéis de um bom western de Hollywood.

Não se sabe até que ponto cada brigada partidária da fundação de um Estado Islâmico Sírio pode ser  rotulada de um ou outro modo.

Quem está apta a receber amas dos EUA.

O general reformado Michael Hayden, ex-diretor geral da CIA, acha que os americanos não deveriam ir por esse caminho.

Na conferência de especialistas em terror da Jamestown, ele declarou que só via três perspectivas no conflito da Síria.

A primeira seria uma guerra sem fim, com um caráter cada vez mais sectário, opondo os rebeldes sunitas à facção de Assad, formada por alauítas, xiitas e cristãos.

Na segunda, a Síria se dissolveria, dividindo-se em vários estados.

Quanto à terceira, Hayden admitiu: “Neste momento, por ruim que pareça, eu tendo para a opção 3 como a melhor entre as 3 perspectivas ruins, muito ruins.”

A terceira opção é Assad.

Chato ter de voltar atrás, aprovar quem a Casa Branca cansou-se de satanizar.

 

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