Sacrilégio detona revolta.

Soldados americanos, por engano ou não, queimaram exemplares do Corão e causaram uma revolta dos afegãos.

Aconteceu na base de Bagram, uma das maiores do exército americano no Afeganistão.

O soldados haviam tomado os livros de prisioneiros e juntando com outros papéis fizeram uma fogueira. Trabalhadores da base tentaram impedir. Não conseguindo, trataram de contar para o pessoal da cidade.

Logo formou-se uma pequena multidão de cerca de 3.000 pessoas, gritando “morte à América”, “Não os queremos mais aqui” e outras frases semelhantes. Alguns mesmo cantavam hinos talibãs. Oradores inflamavam o povo que acabou forçando o  prédio do governo local a fechar suas portas e bloqueando os acessos para o centro da cidade.

Com muito custo, cassetetes e balas de borracha, as forças de segurança conseguiram dispersar a manifestação de protesto.

O general Allen, comandante da base, ficou chocado com o incidente, nada bom para um exército que pretende conquistar os corações e mentes dos afegãos.

Ele emitiu uma declaração, pedindo desculpas ao Presidente da República e, ”principalmente ao nobre povo do Afeganistão” por alguma ofensa que seus soldados tivessem inadvertidamente feito. Afirmou que: “a decisão de queimar nada teve a ver com o fato do material ser religioso ou relacionado ao Islã… foi um erro.”

Mas, estragou tudo, dizendo que não tinha bem certeza de que materiais religiosos, inclusive cópias do Alcorão, tivessem sido efetivamente lançados ao fogo. De qualquer modo, uma investigação seria realizada.

Haji Ahmad Zaid Zahed, chefe do Conselho Provincial de Parwan, contestou as dúvidas: representantes dos trabalhadores haviam entregado a ele 17 exemplares do Alcorão, resgatados da fogueira, que estavam parcialmente queimados.

 

 

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