Ataque ao Irã, parada dura.

Israel precisará de mais de 100 aviões, voando mais de 1.000 milhas sobre países nada amigáveis para bombardear o Irã, informam analistas militares americanos.

Eles acreditam que os israelenses terão sérios problemas para atingir as 4 principais instalações nucleares iranianas: os centros de enriquecimento de urânio em Natanz e Fordo, o reator de água pesada, perto de Arak e a usina de conversão de urânio, perto de Isfahan.

Segundo os analistas, o ataque será uma operação extremamente complexa. Em primeiro lugar porque os aviões teriam de voar sobre países hostis: Iraque, Jordânia ou Arábia Saudita.

A Arábia Saudita seria a pior escolha,  pois criaria problemas com seus governantes, que poderiam, inclusive, mandar atacar os aviões de Israel, por invadirem seu espaço aéreo.

A rota pelo Iraque seria a melhor já que o país não tem defesa aérea.

Se a Jordânia permitir que os aviões de Israel voem sobre seu território, o problema é o alcance dos aviões a jato: apenas 2.000 milhas, ida e volta. Por isso, seria necessário reabastecer os aviões em pleno voo. O que exigiria aviões tanques e caças para escolta-los, aumentando muito o número de aviões necessário à operação. Além disso, o reabastecimento em voo deixa os aviões numa situação vulnerável.

Outro problema seria lançar uma bomba que penetrasse nas instalações de Natanz, que estão enterradas sob uma camada de 30 pés de concreto.

No ano passado, Obama forneceu a Israel bombas “arrasa bunker” que poderiam danificar esses alvos. No entanto, ainda não se sabe quão fundo essas bombas poderão penetrar.

É claro, a defesa antiaérea do Irã não ficaria inativa. Ela tem potencial para causar muito estrago nas esquadrilhas israelenses.

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