Promessas não limitam a ação dos drones do Iêmen.

Os drones debutaram no Iêmen em 2002, matando um alto líder da al Qaeda e 5 outros comparsas, incluindo um cidadão americano.

Até 2011, eles continuaram a atacar no país, porém muito de vez em quando.

A partir desse ano, engrossaram.

De acordo com dados da New American Foundation foram 47 ataques em 2012 e 25 em 2013.

Isso não foi bem visto por muitos iemenitas: que diabo, os EUA são nossos aliados, não está certo que seus drones, feitos para matar terroristas, matem também cidadãos inocentes.

E estrangeiros bombardeando o Iêmen… onde está o respeito à nossa soberania?

Mas o governo dizia que os drones eram necessários para derrotar os terroristas. E suas bombas seguiram caindo.

Até que, em dezembro do ano passado, os aviões sem piloto americanos participaram de uma festa iemenita de casamento, liquidando uma porção de convivas.

Aí, os protestos populares viraram clamor.

O Parlamento votou por unanimidade uma moção exigindo que os ataques dos drones acabassem.

E a Conferência do Diálogo Nacional, reunindo 565 delegados de todo o país para discutir a nova Constituição, recomendou por consenso a criminalização do drones.

As autoridades do governo tiveram de se mexer e acertaram com autoridades americanas uma limitação dos ataques, que só deveriam focar líderes terroristas comprovados. Deixando de lado milicianos pé de chinelo e simples suspeitos.

Não demorou muito e os EUA esqueceram os tratos e ,durante três dias, sucessivos ataques de drones, deram cabo de 68 pessoas, numa província remota do interior paquistanês.

Num dos ataques, foi destruído um veículo transbordante de líderes terroristas.

Infelizmente, como ninguém é perfeito, os controladores dos drones erraram e mandaram para o espaço um automóvel com 3 incautos civis.

Quanto às demais vítimas, por enquanto não foram perfeitamente identificadas.

Não se sabe bem se são grandes líderes terroristas, militantes de baixa patente, suspeitos ou mesmo camponeses inofensivos que, certamente, não ameaçavam nem o Iêmen, nem a segurança americana.

 

 

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