Prisão não ameaça ministra israelense em Londres.

Tzipi Livni, Ministra da Justiça de Israel e representante do país nas reentes negociações frustradas com os palestinos, pode viajar sossegada para Londres.

Ela não corre riscos de ser presa pela Scotland Yard.

Livni está sendo processada no Reino Unido por um crime do exército israelense na guerra de Gaza. Em dezembro de 2009, um juiz inglês considerou que havia base para a emissão de uma ordem de prisão contra ela.

Como Livni estava programada para vir a Londres conferenciar com ministros do Exterior europeus, era preciso fazer alguma coisa para evitar um possível vexame.

E o governo inglês tratou de emitir um tipo de salvo-conduto – conferindo  à viagem de Livni o status de “missão especial”, o que lhe garante imunidade diplomática.

O processo contra Livni apoiava-se no principio de jurisdição universal sobre crimes cometidos por antigos chefes de estado, mesmo havendo leis locais de anistia .

Para os autores do processo, o governo inglês,ao passar por cima da decisão do juiz  por razões políticas, fez prevalecer a “autoridade da selva” sobre  a “ autoridade da lei.”

Situação semelhante aconteceu 16 anos atrás quando o juiz espanhol Baltasar  Garzon solicitou a prisão preventiva do ditador Pinochet, então em Londres.

Na ocasião, o Ministro do Exterior, Jack Straw, respeitou

a “autoridade da lei”e não impediu a prisão de Pinochet. No entanto, resistiu a permitir sua extradição  para a Espanha, como o juiz Garzon queria.

Depois de um ano e meio, Pinochet acabou sendo liberado por razões de saúde para voltar ao Chile.

 

 

 

 

 

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