Polícia de Nova Iorque espiona mesquitas.

Relatório secreto da Polícia de Nova Iorque, revelado pela Associated Press, rotula mesquitas como possíveis organizações terroristas.

Seriam : “Enclaves de populações étnicas preponderantemente muçulmanas que servem como ‘santuários ideológicos’ para as sementes do pensamento radical.”

Com base nessa constatação, o departamento espiona os imãs e grampeia seus sermões, mesmo não havendo qualquer indício de atividades criminais.

Todos aqueles que comparecem às preces são considerados suspeitos em potencial de pertencerem a movimentos terroristas e objetos de vigilância especial.

Com base nas informações obtidas, mais de uma dúzia de “investigações sobre projetos terroristas” foram realizadas em mesquitas. Nenhuma resultou em processo, por absoluta falta de provas.

A Polícia de Nova Iorque tem também infiltrado numerosos agentes entre os fiéis das mesquitas. Procura também colocar pessoas de confiança na diretoria das instituições das comunidades islâmicas.

Agora, 125 organizações de direitos civis, religiosas e comunitárias – inclusive a ACLU (mais antiga ONG de direitos humanos dos EUA), solicitaram ao Departamento de Justiça uma investigação federal sobre essas ações da polícia.

Diz seu texto:”Por mais de uma década, a Polícia de Nova Iorque tem se engajado numa identificação religiosa e vigilância, sem evidências ilegais, de muçulmanos na cidade de Nova Iorque. As ações preconceituosas ferem não só os muçulmanos, como também toda a comunidade  que espera corretamente que a aplicação da lei sirva e proteja igualmente todas as diferentes populações da América.”

A Constituição é invocada na  sua 14ª emenda, que garante igualdade de proteção sob a lei, e na 1ª emenda, que garante a livre prática da religião.

Espera-se que Eric Holder, o Procurador-Chefe dos EUA, atenda ao pedido de investigação. E, no devido tempo, tome medidas legais para o Departamento de Polícia de Nova Iorque interromper suas práticas islamofóbicas e racistas.

Do contrário, ficaria demonstrado que o presidente Obama errou ao garantir em discurso que os EUA não são inimigos das nações muçulmanas.

 

 

 

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