Poliana no Afeganistão.

O general Joseph Dunford, comandante dos americanos no Afeganistão, é um firme adepto do “jogo do contente.”

Ele informou que os talibãs estão bombando na sua ofensiva de primavera.

Em apenas uma semana, mataram 104 soldados do exército afegão.

O general dá como certo que os inimigos vão ao continuar atacando com tudo.

Surpreendentemente, o otimista cabo de guerra declarou-se muito satisfeito com fatos aparentemente negativos: os soldados afegãos teriam demonstrado estarem “aptos a enfrentar os talibãs”, sendo sua eficiência excedido as expectativas.

Tudo vai bem, garante Dunford, a retirada das tropas estrangeiras em 2014 poderá se processar tranquilamente, pois o exército do governo de Kabul, sozinho, dará conta do recado.

Apesar dessas róseas declarações, a guerra do Afeganistão não vai lá muito bem.

Os contínuos ataques dos talibãs – cerca de 100 por dia – demonstram que eles continuam fortes e ativos.

O recrutamento de soldados para o exército do Afeganistão está encarando muitas dificuldades devido aos baixos salários e aos perigos da função.

As coisas parecem correr conforme estudo de um think tank do ministério do Exterior britânico, tornado público graças ao “Ato de Liberdade de Informação”.

O documento sustenta que a atual guerra do Afeganistão é muito semelhante à guerra da União Soviética, travada na região nos anos 80.

Ambas teriam como objetivo impor uma ideologia: o comunismo, pelos soviéticos, a democracia, pelas forças dos EUA e da OTAN.

Ambas tiveram de enfrentar uma forte insurgência. Embora tenham vencido as principais batalhas, nenhuma das duas forças estrangeiras conseguiu, nem controlar as fronteiras e os refúgios dos mujahedins, nem derrotá-los de forma definitiva, nem mesmo proteger a população rural.

Assim, depois de desistir de criar um Afeganistão democrata ou comunista, os dois exércitos decidiram se retirar deixando o país sem segurança.

O documento do think trank ainda diz:”As duas intervenções tem sido apresentadas como forças estrangeiras lutando a favor de um governo central corrupto e sem apoio popular, lutando contra uma insurgência local que tem apoio popular, forte motivação religiosa e refúgios seguros no exterior”.

E conclui: ”Para completar, a nação será novamente deixada com uma economia seriamente prejudicada e uma base econômica muito fraca, pesadamente dependente do auxílio externo.”

 

 

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