Atentado na Bulgária: Hisbolá é inocente.

Em 18 de julho do ano passado, um atentado suicida explodiu um ônibus de turistas israelenses na Bulgária.

5 morreram, além do motorista, e 32 saíram feridos.

No dia seguinte,o premier Netanyahu já estava acusando o Hisbolá e o Irã como co- autores.

Uma alta autoridade americana apressou-se a confirmar.

No fim do mês, foi a vez do governo búlgaro direitista liderado pelo primeiro- ministro Borisov, somar-se aos acusadores.

Foi, talvez,uma das investigações mais rápidas da histrória…

A grande imprensa americana ecoou às vozes tão sábias dos modernos sherlocks, tendo o Washington Post, em editorial, exigido providências da comunidade internacional contra essa sinistra dupla terrorista, formada pelo Irã e o Hisbolá.

Ninguém prestou atenção a um ex- chefe do Mossad, Dan Ayalon, embora se tratasse de um expert em investigações de casos dessa natureza.

Examinando as chamadas evidências, ele concluiu que não eram suficientes para apontar culpados.

EUA e Israel passaram a pressionar a Europa Unida para que colocasse o Hisbolá na sua lista de terroristas.

Por sua vez, os governos da Bulgária e do Reino Unido defenderam formalmente essa proposta.

Enquanto os representantes do Velho Continente analisavam a questão,  o governo Borisov caiu.

Realizadas novas eleições, seu sucessor jogou, não um balde, mas um barril de água fria nas pretensões de Washington e Telaviv.

Afirmou que não havia provas tangíveis do envolvimento do Hisbolá e/ou do Irã no atentado. Apenas algumas indicações que não bastavam para considerá-los culpados.

Portanto, os líderes da Europa Unida, com base nas acusações existentes, não tinham porque colocar o Hisbolá na lista negra dos movimentos terroristas.

 

 

 

 

 

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