ONGS palestinas levam Israel ao tribunal internacional.

Quando a Palestina foi reconhecida pela ONU como Estado-observador, ganhou o direito de processar Israel na Corte Internacional de Justiça (ICC).

Isso preocupou muito Netanyahu: não faltavam violações a direitos humanos contra o povo palestino, que poderiam justificar, não um, mas muitos processos.

Seja por medo da agressividade de Telaviv, seja para atender pressões de Obama, Abbas (presidente da Autoridade Palestina), nada fez.

Bem que poderia, mas nunca ameaçou usar esse recurso para, pelo menos, tentar conseguir que os israelenses congelassem a expansão de assentamentos na Cisjordânia.

Nos meses seguintes, fez uma ou outra alusão a essa possibilidade, mas Netanyahu não ligou – sabia que não era para valer.

Agora que palestinos e israelenses discutem a formação do novo Estado palestino, Abbas comprometeu-se oficialmente a não processar Israel, enquanto durarem as negociações.

Ninguém acredita que elas deem certo – as posições de Netanyahu de preservação da maior parte dos assentamentos serão sempre inaceitáveis para os palestinos.

Mas raros acreditam que Abbas jamais partiria para um processo,  pois isso, certamente, causaria conflitos com Telaviv e a perda do seu cargo no simulacro de governo da chamada Autoridade Palestina.

O que ele não faria, 2 grupos palestinos de direitos humanos,  pretendem fazer.

Eles estão pedindo à Corte Internacional de Justiça (ICC), em Haia, uma investigação de crimes contra as leis internacionais, que Israel teria praticado nos territórios ocupados.

As ONGS Al-Haq e o Centro Palestino de Direitos Humanos, apresentaram um parecer legal, justificando seu direito ao processo.

Elas pedem que a corte inicie as investigações baseando-se  na “massa de evidências e documentos, atestando a prática generalizada de crimes na Palestina e a total impunidade dos autores (Israel).”

Fatos concretos não faltam.

Em 42 oportunidades Israel escapou de ser condenado pela ONU por violências contra o povo palestino graças ao veto americano.

Há questões processuais a serem discutidas, versando sobre o direito das duas ONGS entrarem com um processo na ICC.

Elas argumentam, citando uma frase do estatuto que constituiu esse tribunal: “É objetivo do ICC combater a impunidade, assegurando que os mais sérios crimes, que preocupam a comunidade internacional como um todo, não permaneçam impunes”.

A defesa  israelense tem um argumento muito forte: o poder dos EUA.

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