“Ocuppy Wall Street”sob ataque da grande mídia.

No começo, “Ocuppy Wall Street” era uma grande novidade, um movimento popular, que vendia jornal e dava boas audiências no Rádio e na TV dos EUA.

Como curiosidade, como atração que se esgotaria depois de alguns meses, a mídia imaginava..

Mas, ele se espalhou por outras cidades e sua mensagem, atacando os 1% mais ricos, que manipulavam a política e a economia a favor de seus lucros, e exortando os 99% à participação nas questões públicas, pegou.

Em toda parte, houve adesões de movimentos sociais, sindicatos, jovens, grupos feministas, universitários, intelectuais, jornalistas, desempregados, gente de todo tipo.

Aí o 1% ficou preocupado.

A polícia de cidades de toda a América passou a reprimir, em geral com violência, os manifestantes e a grande mídia, solidária a seus patrocinadores, os do 1%, passou a criticar e desvalorizar o “Ocuppy.”

Essas duas táticas foram usadas no 1º de maio.

No dia Internacional do Trabalho, 30 mil manifestantes ocuparam a Broadway numa passeata para protestar contra o sistema que privilegia os 1% mais ricos contra os demais 99%, particularmente os mais pobres.

Apesar do evento ser assistido (e aplaudido) por centenas de milhares de novaiorquinos, a Grande Mídia o tratou como algo de importância menor, de escasso ou nenhum significado.

Destaque maior foi dado aos raros episódios de violência pela população, que foram exagerados, enquanto se ignorava completamente a brutalidade policial.

O New Tork Times praticamente ignorou a passeata. Deixou de considerá-la como um evento de interesse nacional, para relegá-la a um curto artigo numa de suas seções locais, focando principalmente as falhas dos manifestantes, tais como o retardo do tráfego e algumas vidraças quebradas.

O Washington Post foi na mesma picada. Publicou um pequeno artigo, também numa seção local, dando importância a informações sobre “choques.”

Ambos se preocuparam em divulgar algumas vidraças partidas e brigas, deixando totalmente de fora as violências policiais generalizadas contra manifestações pacíficas.

Em outras mídias, a Reuters produziu um vídeo para o 1º- de maio, predizendo a morte do “Ocuppy”, cujo texto título era :” O “Ocuppy” é um fracasso”,  por não apresentar nenhuma mensagem que empolgasse o povo americano.

Estranhamente, num tweeter apresentado dias depois, a própria Reuters dizia: ”Ocuppy Wall Street:  longe de ser um fracasso”.

É o que parece ser verdade.

O movimento está entrando numa fase em que é necessário dar um passo maior: defender idéias para os problemas dos EUA.

E apresentar candidatos para levá-las aos executivos e legislativos de todo o país.

 

 

 

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