O Ocidente vai ter de apoiar Assad.

Depois de tomar Homs, o governo de Assad venceu todas nas últimas semanas.

Agora, prepara-se para completar o cerco de Alepo, segunda maior cidade síria, que, dizem os observadores, deve ser tomada  logo.

Ysd Sayigh, associado sênior do Carnegie Middle East Center,  afirma: “A retomada de Alepo representaria um grande choque em termos de moral e significado político.’

As forças moderadas de oposição estão em situação difícil.

Precisam enfrentar, não só o exército de Assad, como também o ISIL, que recentemente invadiu as proximidades da cidade.

Além de conquistar grande parte do norte e do centro do Iraque, o ISIL entrou em luta contra a Frente Islâmica e os moderados, grupos apoiados pelos EUA, Reino Unido, Turquia e Arábia Saudita.

E está se saindo bem.

No leste da Síria, expandiu seu controle sobre a província de Deir Ezzor, derrotando movimentos jihadistas, inclusive a Nussra, franquia local da al Qaeda.

A grande maioria dos milicianos rivais tiveram a opção de aderir ao ISIL ou abandonar a região. Alguns, como o chefe da Nussra, não  tiveram qualquer opção: foram executados.

Ao tomar Deir Ezzor, o ISIL apossou-se dos campos de petróleo da região, cuja exploração lhe renderá altos lucros para comprar mais armamentos.

Depois de completar essa conquista, o ISIL investiu sobre Dera, na fronteira com a Jordânia.

Agora, aproxima-se também de Alepo.

É importante notar que todas essas regiões estavam sob controle da oposição, não de Assad.

As sucessivas vitória do ISIL enchem de orgulho os jovens árabes, que cada vez mais estão se juntando a seu exército. Que vence todos os combates contra seus “aliados” anti-Assad.

Enquanto isso a moderada FLS (Força  de Libertação da Síria) e a Frente Islâmica perdem cada vez mais força.

Breve o Ocidente, a Turquia e a Arábia Saudita terão de escolher entre Assad e o ISIL.

Considerando que Assad nunca atacou países vizinhos, nem jurou destruir os EUA, a escolha é óbvia.

Obama terá de renunciar ao sonho de prejudicar o Irã, através da destruição do seu aliado Assad.

E voltar atrás mais uma vez.

Aposto que não será última.

 

 

 

 

 

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