O avanço de Israel sobre terras palestinas.

Relatório da União Europeia acusa Israel de promover uma “anexação disfarçada” da Cisjordânia através dos assentamentos.

Atualmente existem 500 mil judeus israelenses vivendo nesses assentamentos, considerados ilegais pelas leis internacionais.

Eles ocupam, em geral, terras concedidas pelo Estado de Israel.

A B´tselem, uma organização judaica de direitos humanos, explica que o governo de Telaviv se apropriou de terras palestinas de uma forma muito simples: ele as declarou “terras do Estado.”

Os proprietários palestinos foram expropriados mediante manipulações legais, violando leis internacionais e mesmo locais.

Desta maneira, nos últimos 33 anos, informa o JTA (agência de notícias judaico-americana), o Estado de Israel distribuiu 99.000 alqueires para os assentamentos israelenses e apenas 2.150 para palestinos.

Ainda restam 165.807 acres na Cisjordânia nas mãos do governo à espera de ocupação.

De olho neles, Netanyahu nega-se a interromper seu programa de criação de novos assentamentos.

Para, pelo menos, salvar o que resta, Abbas exige que Israel interrompa esse processo como condição para se realizarem negociações de paz.

Até recentemente, Obama apoiava essa reivindicação.

Na visita a Israel e à Cisjordânia, ele mudou de posição.

E insistiu para que Abbas desistisse.

Tratasse de iniciar logo as reuniões com Netanyahu, enquanto Bibi continua tomando as terras palestinas tranquilamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

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