O apartheid avança em Israel.

Cada vez mais Israel se caracteriza como um país de apartheid.

O novo ministério de Netanyahu não perdeu tempo: poucas semanas após sua formação, tratou de prorrogar uma lei da cidadania, em vigor desde 2003.

Por esta lei, um estrangeiro não pode tornar-se cidadão de Israel ao se casar com israelense.

Como se sabe, na maioria dos países do mundo, estrangeiros tem um direito similar a esse para adquirirem cidadania.

Por seu lado, os judeus estrangeiros tem um privilégio: tornam-se cidadãos israelenses, automaticamente, ao se mudarem para o país..

A nova lei do governo Netanyhau foi proposto pelo ministro do Interior, atendendo a recomendação do Shin Bet, o serviço de contra- espionagem.

Em outra disposição discriminatória, nos casamentos mistos judeu-palestino é negada entrada em Israel ao cônjuge de origem palestina. Considera-se que todos os árabes representam “ameaças à segurança.”

Estas leis despertaram indignação no partido de esquerda, o Meretz. Sua líder, Zahava Gal-On, considerou-as “restrições draconianas nos direitos dos cidadãos árabe-israelenses.

Saed Erekat, dirigente da Autoridade Palestina, rotulou a lei de racista e uma tentativa de “distorcer o tecido social da Palestina e forçar o deslocamento de famílias palestinas”.

Por sua vez, o Knesset (parlamento) aprovou no ano passado uma lei que condena os migrantes ilegais a 3 anos de prisão e aqueles que os ajudarem a se esconder a penas que podem chegar a 15 anos de prisão.

Esta lei foi feita especialmente para atingir os africanos, que constituem a maioria dos migrantes que vivem em Israel.

 

Netanyahu a elaborou para atender a algo que considera um problema de segurança nacional, assim definido por ele: “A onda de imigrantes ameaça o caráter judaico e democrático do estado de Israel.”

Dov Henin, parlamentar esquerdista condenou esta e outras medidas racistas do governo: “Os judeus, frequentes vítimas de perseguições no passado, deveriam demonstrar compaixão em relação aos africanos.”

Há vários outros fatos que associam o regime israelense às práticas do apartheid. Veja mais alguns exemplos de práticas que atingem o povo palestino:

– A restrição da sua liberdade de movimentos, através dos inúmeros “check-points”, que se espalham por toda a Cisjordânia, onde eles são diariamente humilhados;

-A demolição de casas de suas famílias, especialmente em Jerusalém Oriental;

-O confisco de suas terras de lavoura para a construção do muro que cerca a fronteira com a Cisjordânia ou para atender “necessidades de segurança” do exército de Israel;

-As estradas separadas e de qualidade diferente para judeus e para palestinos, sendo que a destes últimos são de qualidade bem inferior.

O ex- Ministro das Relações Exrteriores Avigdor Lieberman, deu sua contribuição a essa escalada racista.

Ele propôs que, num futuro acordo que crie uma Palestina independente, os árabes israelenses devam se tornar cidadãos desse novo país.

Seriam, portanto, despojados de sua cidadania israelenses, somente em função de sua raça.

Teriam de se mudar para a nova Palestina, abandonando empregos, negócios, casas e escolas, mesmo contra sua vontade.

Os planos de Lieberman foram contestados pela deputada Jamal Zahalka, do partido Balat. Ela declarou ao Jerusalem Post: “Nós nos opomos a esta proposta porque seu objetivo é enfraquecer a comunidade árabe-israelense e nós não queremos ser enfraquecidos.”

O plano de Lieberman ainda não foi formalmente apresentado para discussão no gabinete israelense.

Será necessário, pelo menos, esperar sua nomeação para ministro das Relações Exteriores, o que acontecerá quando ele se livrar do processo onde é julgado por espancar um menino árabe.

Não será surpresa se Netanyhau o plano em lei, já que comanda o governo mais direitista da história de Israel.

Num país criado especialmente para uma determinada raça, fugir do apartheid é muito difícil.

Com o governo atual, Israel avança a passos largos nesse perigoso caminho.

 

 

 

 

 

 

 

 

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