Netahyahu contra israelenses defensores dos palestinos

Em plena campanha contra os palestinos, o governo Netanyahu quer agora reduzir os recursos das Ongs, que os defendem. Acaba de apresentar ao Knesset (Parlamento de Israel) um projeto que limita em 3.300 libras as doações anuais de governos estrangeiros a Ongs “políticas”. O objetivo é prejudicar os projetos das Ongs pró direitos humanos palestinos que atuam nos territórios árabes ocupados.

Surpreendentemente, o Reino Unido, que tem sido fiel à política americana pró Israel, protestou, através do seu embaixador, Matthew Gould. Ele advertiu o autor do projeto, o deputado do Likud (partido de direita), Ofir Akunis, que pegaria mal para Israel. E explicou que o Reino Unido tem especial preocupação com essa lei, pois que seu governo defende os direitos humanos em vários outros países dentro do seu objetivo de apoiar os grandes valores universais.
Há outra proposta de lei no Knesset,ainda mais nefasta. Seu autor é o parlamentar Ysrael Beithenu, do ultra-direitista partido liderado pelo ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman. O mesmo que propôs que, em caso de guerra com a Síria, Israel deveria destruir toda a infra-estrutura econômica daquele país. Foi também quem clamou que todos os cidadãos árabes israelense deveriam ser obrigados a jurar adesão ao estado sionista, sob pena de perder sua cidadania.
O projeto de Israel Beithenu é simplesmente taxar em 45% todas as doações do estrangeiro ás Ongs, que não recebessem subsídios do governo israelense. Ou seja, atingiria somente as defensoras de direitos humanos dos palestinos, que o governo Netanyahu nem sonha em ajudar. Muito pelo contrário.
A organização “Rabis por Direitos Humanos”, que atua ao lado dos palestinos ameaçados de ataques pelos israelenses de assentamentos, declarou essas leis “uma severa ameaça à democracia.”
ParaBarry Leff, seu presidente “…eram um calculado ataque para silenciar as vozes dos dissidentes.”
O protesto inglês não comoveu Akunis, o autor da lei de limitação de doações estrangeiras. Ele foi duro:”O fato de que um estado como a Inglaterra pode doar dinheiro para um movimento como o “Paz Agora” é grosseiramente injusto.”
Na verdade, o atual governo Israelense vê-pressionado por todos os lados, seja para interromper os assentamentos e dispor-se a negociar com os árabes, seja para aceitar uma Palestina independente e viável, ou seja,sem Batustões, nem chek-points, nem estradas somente acessível a judeus.
Até agora, Netanyahu não deu nenhuma indicação de que pretende fazer concessões às reivindicações palestinas. Tem feito muitas promessas de apoio à idéia dos 2 estados. No entanto, como disse o próprio Sarkosy, nada disso vale pois tudo não passa de mentiras.
O que cada vez parece mais real é que Netanyahu pretende lutar com todas as forças para a realização do sonho do Grande Israel, que englobaria a Cisjordânia árabe.
Para lidar com as pressões externa,s ele conta com a força, até agora, invencível de Barack Obama e do Congresso americano.
Agora, ele se volta para as pressões internas, exercidas pelas Ongs, com leis que vão cortar seus recursos e os projetos que eles possibilitam.
Não é uma luta fácil. Existe um grande número de Ongs israelense que lutam corajosamente, enfrentando uma opinião pública hostil, em favor dos direitos palestinos.
Tal vez a mais poderosa delas seja a ‘Paz Agora”, que há já muitos anos vem se opondo à construção de novos assentamentos na Margem Oeste, na crença de que eles solapam as possibilidades de paz com os palestinos.
O “Judeus Por Justiça Para os Palestinos” sustenta teses como: os valores humanitários do judaísmo estão sendo corrompidos pelos abusos contra os direitos humanos cometidos pelo estado de Israel; a paz exige o fim dos assentamentos; é crucial que os judeus defendam os direitos humanos dos palestinos.
Outro movimento muito ativo é o “Combatentes Pela Paz”, que reúne israelenses e palestinos veteranos dos conflitos armados. Eles concluiram que não haverá solução através da violência. Defendem a idéia dos 2 estados, como o único caminho para se chegar à paz.
Por fim, vou citar a “Parceria Ta´ayush Árabe-Judaica” que luta pela destruição do racismo e da segregação. Estão engajados em ações de solidariedade diárias, com o fim de acabar com a ocupação dos territórios palestinos e estabelecer direitos iguais para judeus e árabes, em Israel.
Existem ainda no estado de Israel muitos outros movimentos judeus de solidariedade à causa árabe.
Infelizmente, quem está no poder não os representa.
É um adversário dos ideais de direitos humanos e de independência para a Palestina, empenhado em enfraquecê-los ao máximo.
Cabe à comunidade internacional imitar o Reino Unido e coagir o governo Netanyahu a aceitar a livre oposição das Ongs
Pois, cortando as asas da oposição, Israel deixa de ser uma democracia.

1 pensou em “Netahyahu contra israelenses defensores dos palestinos

  1. nao quero ser egoista,mas israel jamais deve abdicar do sonho antigo do grande israel,a palestina na verdade nunca existiu e os arabes podem se tornar em cidadaos arabe israelenses.

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