Na ONU, pelo confronto.

O primeiro-ministro Netanyahu acaba de dar mais uma prova de que não quer paz na Palestina.

Nomeou para embaixador de Israel na ONU o “falcão” Danny Danon.

Trata-se de um dos mais violentos defensores da política belicista do governo de Telaviv.

Danon é considerado irresponsável até mesmo pela extrema-direita, cujas fileiras integra.

Na última guerra de Gaza ele chegou a denunciar Netanyahu por “fragilidade esquerdista” na condução do ataque israelense.

Ele distinguiu-se por incansavelmente repelir a “solução dos dois estados” para a crise Palestina.

Com ele na ONU, Israel entra em colisão com a comunidade internacional cada vez mais tendente à apoiar o desejo palestino por independência.

Depois de garantir que jamais permitiria a existência de um Estado palestino durante a campanha eleitoral, Netanyahu voltou atrás, uma vez vencedor.

A nomeação de Danon para a ONU parece mostrar que o Netanyahu sincero era aquele da campanha.

Os analistas acham que com esse “falcão” representando o regime israelense não haverá concessões para se chegar a um acordo com os palestinos.

Mesmo tendo contra si um consenso da comunidade internacional, Israel não deve se preocupar com as conseqüências de sua posição radical.

Conta com a força dos seus lobbies na Europa e, especialmente nos EUA.

Talvez não dê certo.

Nos países europeus, o apoio do povo à causa palestina pode pesar mais do que a ação dos lobbies locais.

E, nos EUA, o presidente Obama já deu sinais muito claros de que vai resistir ao Congresso, majoritariamente pró -Israel.

Telaviv se arrisca a perder seu protetor.

 

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